1º Inventário de Gases do Efeito Estufa de Osasco aponta caminhos para reduzir impactos climáticos
Documento inédito permitirá planejamento de políticas públicas para reduzir emissões de CO₂ e fortalecer a sustentabilidade na cidade.
A Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) de Osasco, em parceria com o ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade, lançou nesta semana o 1º Inventário de Emissões de Gases do Efeito Estufa da cidade. O evento ocorreu no auditório da Associação Comercial e Empresarial de Osasco (ACEO) e marcou um passo importante no enfrentamento e mitigação das mudanças climáticas no município.
O vice-prefeito Lau Alencar (PSD) ressaltou a relevância da iniciativa: “Tudo que se refere ao meio ambiente é relevante. Cada vez mais é necessário incentivar e resgatar programas ambientais, já que sentimos a diferença no clima não só aqui, mas no mundo. É importante ter ações com o objetivo de preservar e cuidar”.

Foto: John Jeferson
Redução na emissão de CO₂
O documento inédito analisa dados de 2018 a 2023 sobre as principais fontes emissoras de CO₂ na cidade, incluindo Transportes, Resíduos, Energia Estacionária, Uso e Ocupação da Terra e Setores Produtivos. Entre 2018 e 2023, as emissões somaram aproximadamente 6,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente, com redução de 1,4% no período, o que equivale a cerca de 554 mil toneladas de CO₂ a menos na atmosfera.
Ainda segundo o documento, os setores de Transportes (42%), Resíduos (37%) e Energia Estacionária (21%) foram os maiores responsáveis pelas emissões em Osasco, enquanto as atividades de agropecuária e regeneração de vegetação ajudaram a compensar parte das emissões.

Avenida Maria Campos, em Osasco / Foto: Fernanda Cazarini
Em contrapartida aos números, o município tem adotado diversas iniciativas voltadas à sustentabilidade, como a implementação de ônibus 100% elétricos no transporte público municipal, a gestão eficiente de resíduos sólidos em seus oito Ecopontos, além de programas de educação ambiental e o uso de energia limpa em prédios públicos.
Segundo Rodrigo Corradi, diretor executivo do ICLEI, o inventário oferece à cidade uma compreensão científica sobre suas tendências de emissões, possibilitando identificar ações para mitigá-las e promover um planejamento estratégico para uma agenda climática mais eficiente. “A cidade já avança com temas ligados ao uso de baixo carbono, e agora, com o inventário, ganha ferramentas para um planejamento mais assertivo”, afirmou.
Iniciativa viabilizada com recursos do Ministério do Meio Ambiente
O coordenador do projeto, Felipe Carvalho Rocha, explicou que o inventário foi viabilizado por recursos do Fundo Nacional de Mudanças Climáticas, do Ministério do Meio Ambiente, e representa uma nova fase no enfrentamento das mudanças climáticas. “Demonstra que a cidade de Osasco está articulada com a Política Nacional de Mudanças Climáticas e com o Acordo de Paris, abrindo as portas para um novo momento no planejamento de ações ambientais e políticas públicas sustentáveis”, concluiu.
Na ocasião, o secretário de Meio Ambiente, Cláudio Henrique da Silva, destacou a evolução do município em educação ambiental e agradeceu a colaboração das demais secretarias.
Em breve, o inventário estará disponível para consulta no site da Prefeitura de Osasco, permitindo que moradores, pesquisadores e gestores públicos acompanhem e contribuam para o monitoramento e redução das emissões de gases de efeito estufa na cidade.
LIXO! Lixo. Lixo.Lixo.
Mil vezes lixo.
Querem reduzir carbono, mas carbono sao as pessoas. Vao fazer o que? Impedi-las de respirar? Num futuro utópico, nao duvido.
Querem reduzir co2? Parem de construir estas aberraçoes chamadas de predios que so servem para entupir, saturar e congestionar ainda mais a cidadade.