64 metros: Osasco bate novo recorde com o maior cachorro-quente do país
O cheiro de salsicha, purê e molho tomou conta do Calçadão de Osasco, na Rua Antônio Agú, no último sábado (28).

O cheiro de salsicha, purê e molho tomou conta do Calçadão de Osasco, na Rua Antônio Agú, no último sábado (28). Em meio a aplausos e celulares erguidos, a cidade não apenas celebrou seus 64 anos de emancipação; fez história mais uma vez.
Com 64 metros de comprimento, o tradicional cachorro-quente gigante superou a marca do ano anterior e garantiu, pelo quarto ano consecutivo, o reconhecimento da RankBrasil como o maior do país.
Prefeito e a esposa durante premiação / Foto: Fernanda Cazarini
Além do sanduíche monumental, foram distribuídas 8 mil unidades individuais, acompanhadas de refrigerante. Ao todo, mais de 9 mil cachorros-quentes chegaram às mãos da população.
Uma receita de recorde
Os números impressionam tanto quanto o tamanho do lanche. Para fazer o maior cachorro-quente do Brasil foram utilizados cinco pães de 10 metros e dois de 7 metros, 15 mil salsichas, 200 quilos de purê de batata, 10 quilos de batata palha, 40 litros de ketchup, 40 litros de mostarda e 10 quilos de queijo ralado.
Foto: Fernanda Cazarini
A montagem mobilizou 40 profissionais, entre padeiros, nutricionistas e especialistas em panificação, sob acompanhamento da Vigilância Sanitária e apoio da Guarda Civil Municipal. Cada etapa foi pensada para garantir não apenas o recorde, mas a segurança alimentar de quem aguardava na fila.
O resultado foi duplo: maior cachorro-quente do Brasil e maior distribuição já registrada.
Patrimônio e identidade
Mais do que uma ação festiva, o evento reafirma um símbolo cultural. Reconhecido como patrimônio cultural e imaterial pela Lei nº 5.279/2023, o cachorro-quente consolidou a fama de Osasco como “capital do cachorro-quente”, título sustentado pela presença histórica dos carrinhos espalhados pelos centros comerciais.
Para a secretária de Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Econômico, Talita Botas, o lanche é a expressão da identidade local. “Essa festa só existe porque é construída por mãos que fazem parte da identidade de Osasco, os nossos dogueiros, que movimentam a economia, marcam presença nas ruas e transformam o dogão em símbolo afetivo, gastronômico e cultural”, afirmou.
Foto: Fernanda Cazarini
Festa com anúncios importantes
O evento contou com a presença do prefeito Gerson Pessoa (Podemos), da primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Gabi Pessoa, do vice-prefeito Lau Alencar e sua esposa Dulce Alencar, além de secretários municipais, vereadores e da deputada federal Renata Abreu (Podemos). Também integrou o evento a comitiva italiana liderada por Adriano Giovanni Miglio, prefeito de Osasco na Itália.
Durante o discurso, Renata Abreu destacou sua ligação com a cidade e anunciou a destinação de R$ 5 milhões em recursos. “Quem constrói a história de uma cidade é cada cidadão que acredita e não desiste de lutar. Osasco sempre esteve no meu coração e hoje anuncio mais um presente: R$ 5 milhões para ajudar nossa cidade”, declarou.
Já Gerson Pessoa ressaltou o peso econômico do município. “Somos a segunda economia do estado e a oitava do país. Temos conquistas importantes, como a maior creche do Brasil e o maior eixo verde. Hoje celebramos 64 anos com o nosso cachorro-quente, que já é símbolo da cidade. Esta festa é de todos”, afirmou.
Sabor aprovado
Na ponta da longa fila que se formou no Calçadão, a expectativa se transformou em satisfação. A aposentada Irenice Santana, 70 anos, moradora de Itapevi, aprovou o resultado. “Distribuíram cachorro-quente para todo mundo, estava muito gostoso. Uma delícia.”
Entre recordes, discursos e filas organizadas, Osasco transformou um lanche popular em símbolo de pertencimento. Aos 64 anos, a cidade mostrou que, quando o assunto é cachorro-quente, não faz apenas festa — faz história.