quinta-feira, 04 de junho de 2026
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Cidades

Alunos rejeitam proposta de Alckmin e escolas continuam ocupadas

Em audiência de conciliação na tarde desta quinta-feira, 19, em São Paulo, representantes dos alunos que ocupam mais de 60 escolas estaduais rejeitaram proposta apresentada pelo governo Geraldo Alckmin. Continua a mobilização contra a “reorganização” que deve levar ao fechamento de mais de 90 escolas. Nova audiência sobre o tema deve ocorrer na segunda-feira, 23, no Tribunal de Justiça de São Paulo.

Por Redação | Atualizado em: 20/11/2015 10:24
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Escola Heloisa de Assumpção, em Quitaúna, foi a primeira a ser ocupada em Osasco / Jeferson Martinho

Escola Heloisa de Assumpção, em Quitaúna, foi a primeira a ser ocupada em Osasco / Jeferson Martinho

Em audiência de conciliação na tarde desta quinta-feira, 19, em São Paulo, representantes dos alunos que ocupam mais de 60 escolas estaduais rejeitaram proposta apresentada pelo governo Geraldo Alckmin. Continua a mobilização contra a “reorganização” que deve levar ao fechamento de mais de 90 escolas. Nova audiência sobre o tema deve ocorrer na segunda-feira, 23, no Tribunal de Justiça de São Paulo.
O secretário de Estado da Educação, Herman Voorwald, propôs a suspensão temporária do plano de “reorganização” da rede mediante a desocupação imediada das escolas. O projeto seria rediscutido e voltaria à pauta no início de dezembro. Lideranças estudantis avaliaram que a proposta apresentada pelo governo Alckmin seria uma estratégia para desmobilizar o movimento e seguir com o plano.
Os estudantes recusaram, exigindo que a “reorganização” seja suspensa por todo o ano de 2016, período no qual ela seria discutida com alunos, pais, professores e comunidades, e que nenhuma escola seja fechada com as mudanças.
“É até possível aceitar a ‘reorganização’, desde que nenhuma escola seja fechada”, afirma a vereadora de Osasco Mazé Favarão (PT), que acompanhou a audiência em São Paulo nesta quinta. Há outras reivindicações, como a de que estudantes ou professores que participaram das mobilizações não sejam punidos.
Até a noite desta quinta, 19, eram quatro escolas de Osasco ocupadas: Leonardo Villas Boas (Jardim Roberto), Coronel Antonio Paiva de Sampaio (Quitaúna), Heloísa Assumpção (Quitaúna) e Francisca Peralta Lisboa (Jardim Elvira).

Aluno “amordaçado” exibe cartaz na E.E Heloísa Assumpção

Ameaça de reintegração e problemas com a polícia

A Heloísa Assumpção foi a primeira escola de Osasco ocupada, dia 12. A unidade teve ameaça de reintegração na quarta, 18, o que causou temor na comunidade. “Desde quinta [12, início da ocupação], não durmo direito. Mas tenho que ser forte. Eles estão muito organizados e têm o direito de lutar”, disse a mãe de um dos alunos que participam da mobilização.
Um dos estudantes da ocupação declarou à reportagem: “só corro se me mostrar um [revólver] 38. De resto, vou ficar parado e pode bater que aguento”. Na audiência desta quinta ficou definido que as reintegrações estão suspensas até a próxima negociação, na segunda, 23.
Também foram registradas pequenas ocorrências policiais em unidades ocupadas em Osasco. Na escola Leonardo Villas Boas, duas jovens foram levadas à delegacia e acusadas de dano ao patrimônio, o que não foi comprovado e elas foram liberadas. Nesta quinta, 19, na Francisca Peralta Lisboa, uma aluna foi levada à delegacia sob suspeita de ter fumado um cigarro dentro da unidade ocupada. Ela foi liberada logo depois.
“Nas escolas ocupadas, os alunos ocupantes têm tido um cuidado muito grande com a manutenção do patrimônio”, afirma a vereadora osasquense Mazé Favarão, que tem acompanhado as ocupações.

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A reorganização

Com a “reorganização”, o governo do estado pretende separar escolas em unidades de ensino fundamental 1, para crianças do 1º ao 5º ano; ensino fundamental 2, do 6º ao 9º ano; e ensino médio.
A Secretaria de Estado da Educação afirma que os alunos afetados não serão transferidos para acima do limite de 1,5 km. Em todo o estado, 311 mil alunos terão de mudar de escola e 1,4 milhão serão diretamente impactados.

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Uma resposta para “Alunos rejeitam proposta de Alckmin e escolas continuam ocupadas”

  1. Os protestos contra a reorganização das escolas estaduais que está sendo implementadas pelo Governo de SP são atos políticos organizados pelo PT com o único objetivo de colocar a opinião pública contra o governador Geraldo Alckmin. Eles não se preocupam com a educação, só querem desgastar a imagem do governador. A mentiras espalhadas pela Apeoesp e a participação do MTST e outros movimentos ligados ao PT nesses atos é a prova disso.

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