sábado, 18 de julho de 2026
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Barueri

Aneel avalia fim da concessão da Enel em São Paulo

Processo iniciado nesta terça-feira (7) avalia possível extinção do contrato após falhas recorrentes no atendimento a 8,5 milhões de consumidores; Enel alega cumprimento de todas as metas previstas.

Por Jenifer Oliveira | Atualizado em: 07/04/2026 18:25 Siga-nos no Google News
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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) iniciou, nesta terça-feira (7), um processo administrativo para avaliar a continuidade da concessão da Enel Distribuição na Região Metropolitana de São Paulo. A medida ocorre após uma série de falhas na prestação de serviços e críticas à demora no restabelecimento de energia em eventos climáticos recentes.

A concessionária é responsável pelo atendimento na capital paulista e em outros 23 municípios, o que abrange cerca de 8,5 milhões de clientes. Entre as cidades atendidas estão Osasco, Barueri, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Santana de Parnaíba e Jandira.

Segundo a Aneel, a abertura do processo é uma medida excepcional. A agência concluiu que a empresa não apresenta um atendimento célere e eficiente. A fiscalização apontou um aumento nas interrupções superiores a 24 horas e falhas graves na execução de planos de contingência entre os anos de 2023 e 2025.

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Desempenho abaixo da média

Em nota, a agência reguladora afirmou que a Enel São Paulo permaneceu abaixo da média de outras distribuidoras em situações de eventos climáticos extremos.

A área técnica da Aneel também rejeitou o plano de recuperação apresentado pela companhia, por considerá-lo insuficiente, e descartou os pareceres jurídicos enviados pela defesa da concessionária.

Posicionamento da Enel

Em comunicado, a Enel afirmou que trabalha para demonstrar o cumprimento integral de todos os indicadores previstos no contrato e no plano de recuperação de 2024. A empresa declarou ter “plena confiança nos fundamentos legais e técnicos” de suas operações no Brasil.

A distribuidora também defendeu a necessidade de um tratamento não discriminatório e solicitou previsibilidade nos mecanismos de punição. A manifestação da companhia sugere que a empresa considera o processo administrativo injusto e fora dos padrões de segurança contratual.

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A análise da Aneel seguirá ritos administrativos antes de uma decisão final sobre a caducidade (extinção) ou manutenção do contrato de concessão.

Escrito por

Jenifer Oliveira

Jenifer Oliveira é editora do Portal Visão Oeste. Jornalista formada pela Universidade Nove de Julho, atua na imprensa regional desde 2016. Com expertise em jornalismo digital, acumula experiências na redação e edição de texto, reportagem e assessoria de imprensa e comunicação.
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