sexta-feira, 17 de julho de 2026
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Anvisa alerta para risco de pancreatite aguda com uso de canetas emagrecedoras

Em nota publicada nesta segunda-feira (9), a agência destaca que, embora o risco conste nas bulas, o aumento de notificações exige o reforço das orientações de segurança.

Por Jenifer Oliveira | Atualizado em: 09/02/2026 16:52 Siga-nos no Google News
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu, nesta segunda-feira (9), um alerta sobre o risco de pancreatite aguda associada ao uso de medicamentos agonistas do receptor GLP-1. A classe inclui substâncias populares como a semaglutida, a liraglutida, a dulaglutida e a tirzepatida.

A agência destaca que, embora o risco conste nas bulas, o aumento de notificações exige o reforço das orientações de segurança. Segundo o comunicado, “conhecidos popularmente como ‘canetas emagrecedoras’, esses medicamentos devem ser utilizados exclusivamente conforme as indicações aprovadas em bula e sob prescrição”.

O monitoramento médico é essencial devido à gravidade do quadro. De acordo com a Anvisa, existe o “risco de eventos adversos graves, como pancreatite aguda, que podem incluir formas necrotizantes e fatais”. Apesar do aviso, a agência mantém a relação de risco e eficácia, desde que respeitadas as indicações aprovadas.

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Os dados internacionais e nacionais preocupam a autoridade reguladora. O Reino Unido registrou 1.296 notificações de pancreatite e 19 óbitos entre 2007 e 2025. No Brasil, entre 2020 e o fim de 2025, houve o registro de 145 notificações de eventos adversos e seis suspeitas de casos com desfecho de morte.

A gravidade desses episódios motivou a Anvisa a adotar medidas rígidas em 2025. Desde junho do ano passado, a agência determinou que “farmácias e drogarias passassem a reter a receita desses medicamentos”, de forma semelhante ao controle de antibióticos. A validade da prescrição médica é de até 90 dias.

A autoridade sanitária ressalta que o “uso indiscriminado e fora das indicações autorizadas, especialmente para emagrecimento sem necessidade clínica, eleva significativamente o risco de efeitos adversos”. O diagnóstico precoce de complicações também se torna mais difícil nesses casos.

A orientação aos usuários é clara: procure atendimento médico imediato se apresentar dor abdominal intensa, náuseas e vômitos. Para os profissionais de saúde, a recomendação é a interrupção imediata do tratamento caso haja suspeita da reação adversa.

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Escrito por

Jenifer Oliveira

Jenifer Oliveira é editora do Portal Visão Oeste. Jornalista formada pela Universidade Nove de Julho, atua na imprensa regional desde 2016. Com expertise em jornalismo digital, acumula experiências na redação e edição de texto, reportagem e assessoria de imprensa e comunicação.
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