quarta-feira, 03 de junho de 2026
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Cidades

Avenida Paulista será tomada por ato em defesa das mulheres neste 8 de março

Movimentos sociais, sindicais, grupos políticos, coletivos e cidadãos ocuparão a principal via da capital paulista neste domingo (08) em defesa de políticas públicas, representatividade e combate à violência de gênero.

Por Jenifer Oliveira | Atualizado em: 03/03/2026 16:45
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A Avenida Paulista será palco, neste domingo, 8 de março – Dia Internacional da Mulher – de um ato unificado pela vida e pelos direitos das mulheres. Movimentos sociais, sindicais, grupos políticos, coletivos e cidadãos ocuparão a principal via da capital paulista em defesa de políticas públicas, representatividade e combate à violência de gênero.

A mobilização terá início às 14h, em frente ao Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp). A Central Única dos Trabalhadores São Paulo (CUT-SP) integra a organização do evento e fará concentração em frente ao Banco Central, na Avenida Paulista, 1804. O Sindicato dos Comerciários de Osasco e Região (Secor) é uma das entidades que já confirmaram presença na mobilização.

Mote do ato

O lema da CUT São Paulo neste ano reforça pautas sociais e trabalhistas:

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“Pelo direito à vida. Por mais representação política. Pelo fim da escala 6×1. Em defesa da soberania dos povos. Por mais políticas públicas!”

Além da capital paulista, movimentos sindicais e sociais e representantes da sociedade civil organizam atos em diversas cidades do Brasil, ampliando o alcance da mobilização nacional.

Caminhada contra o feminicídio

Mais cedo, às 10h, a vereadora Ana Carolina Oliveira promove uma caminhada contra o feminicídio, também na Avenida Paulista, na altura do número 1776, em frente ao Méqui.

Em vídeo publicado nas redes sociais, a parlamentar destacou que março será marcado por mobilização e não apenas por homenagens. “Março é o mês das mulheres, mas não será um mês só de homenagem, será o início de uma mobilização que ultrapassa um evento e convoca uma nação. Vamos caminhar, falar e mostrar que não estamos sozinhas, porque quando uma mulher é silenciada, precisamos ser a voz”, afirmou.

Divulgação

Casos recentes reforçam urgência do debate

A mobilização ocorre em meio ao aumento dos casos de feminicídio no país e no Estado de São Paulo.

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Vítimas de feminicídio / Fotos: Reprodução

Vitória Silva de Oliveira Pedroso, de 20 anos, foi morta pelo ex-companheiro dentro de casa, em Itapecerica da Serra, no último dia 23 de fevereiro. Ingrid Araújo, de 34 anos, foi assassinada pelo ex no bairro do Polvilho, em Cajamar, no dia 21. Já Simone Pereira de Oliveira, cabeleireira de 44 anos, teve a vida interrompida de forma brutal em dezembro de 2025, em Osasco. Tainara Souza Santos, de 31 anos, morreu após ser atropelada e arrastada pelo ex-companheiro em São Paulo.

Essas mortes não são casos isolados. Em 2025, o Brasil registrou 1.518 vítimas de feminicídio — média de quatro mulheres mortas por dia — o maior número já contabilizado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em 2024, foram 1.458 ocorrências.

No Estado de São Paulo, os dados também apontam crescimento. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), foram registrados 270 casos de feminicídio em 2025, o maior total desde o início da série histórica, em 2018. Em comparação com 2024, quando houve 253 registros, o aumento foi de 6,7%.

Diante do cenário, os organizadores destacam que o 8 de março será um momento de denúncia, mobilização e cobrança por políticas públicas efetivas de proteção às mulheres, além da ampliação da participação feminina nos espaços de poder e decisão.

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Escrito por

Jenifer Oliveira

Jenifer Oliveira é editora do Portal Visão Oeste. Jornalista formada pela Universidade Nove de Julho, atua na imprensa regional desde 2016. Com expertise em jornalismo digital, acumula experiências na redação e edição de texto, reportagem e assessoria de imprensa e comunicação.
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