quarta-feira, 03 de junho de 2026
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Brasil

Brasileiro deve enfrentar aumento na conta de luz até o final de 2024

Diretor-geral da Aneel prevê manutenção de bandeiras amarela ou vermelha, resultando em tarifas mais altas para os consumidores.

Por Soraia Sene | Atualizado em: 18/09/2024 17:56
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Os consumidores brasileiros provavelmente continuarão a sentir o peso de contas de energia elétrica mais elevadas até o final de 2024, de acordo com Sandoval Feitosa, diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Em entrevista recente, divulgada pelo G1, Feitosa indicou uma “grande tendência” de que as bandeiras tarifárias permaneçam entre amarela e vermelha pelo resto do ano.

Atualmente, a bandeira em vigor é a “vermelha patamar 1”, que adiciona R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Considerando que o consumo médio de uma residência urbana brasileira varia entre 150 kWh e 200 kWh (sem uso de ar-condicionado), o impacto no orçamento familiar pode ser significativo.

O sistema de bandeiras tarifárias foi implementado pela Aneel para refletir os custos reais da geração de energia. Quando as condições de geração são desfavoráveis, como em períodos de seca que afetam as hidrelétricas, as usinas termelétricas são acionadas. Estas, por serem mais caras e poluentes, elevam o custo de produção, resultando na mudança da cor da bandeira.

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Feitosa explica que a bandeira acionada serve para arrecadar recursos necessários para cobrir esses custos adicionais. Ele também menciona que o país está entrando em “um momento mais estressante” em termos de geração de energia, mas sugere que o saldo da conta bandeira poderia ajudar a mitigar o impacto sobre os consumidores.

As bandeiras tarifárias e seus respectivos custos são:

– Verde: condições favoráveis, sem custo adicional
– Amarela: condições menos favoráveis, acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh
– Vermelha patamar 1: condições desfavoráveis, acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh (atual)
– Vermelha patamar 2: condições muito desfavoráveis, acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh

 

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Escrito por

Soraia Sene

Jornalista, formada em 1997 pela FIAM - Faculdades Integradas Alcântara Machado. Com experiência nas redações de vários jornais da região e em assessorias de imprensa nas áreas de política, sindical, cidades, entretenimento e serviços públicos.
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