sexta-feira, 17 de julho de 2026
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Barueri

Cafu acusa juiz de Barueri de beneficiar leiloeiro de mansão em Alphaville

Segundo informações da Folha de S. Paulo, o magistrado Bruno Paes Straforini adquiriu automóveis da empresa e da pessoa física de Denys Pyerre de Oliveira nos últimos anos.

Por Soraia Sene | Atualizado em: 29/12/2025 15:06 Siga-nos no Google News
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O ex-jogador Cafu está acusando o juiz da 1ª Vara Cível de Barueri, Bruno Paes Straforini, de ter beneficiado leiloeiro de sua mansão em Alphaville, leiloada em 2024.

A Folha de S. Paulo revelou que o magistrado comprou dois veículos de luxo do leiloeiro Denys Pyerre de Oliveira nos últimos anos.

O ex-lateral da seleção brasileira entrou com uma ação judicial, que atualmente tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ), alegando ter sido prejudicado pela escolha de Oliveira como leiloeiro do imóvel. A mansão foi vendida em outubro do ano passado por R$ 20 milhões para o pagamento de dívidas, mas Cafu tem sustentado que o imóvel vale o dobro  (R$ 40 milhões) e busca anular o negócio.

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De acordo com a reportagem, os advogados de Cafu apontam que Oliveira foi escolhido pelo juiz Straforini 52 vezes para realizar leilões, frequência considerada inusual por agentes do mercado. Além disso, o leiloeiro teria sido designado mesmo cobrando uma comissão superior à de outro profissional indicado no processo.

As transações de veículos envolvendo o magistrado e o pregoeiro ocorreram em dois momentos. Em julho de 2021, o juiz adquiriu um utilitário Volvo, fabricado em 2018, da empresa Bom Capital Holding, pertencente ao leiloeiro. O segundo negócio foi realizado em fevereiro de 2025, envolvendo outro veículo da mesma marca, desta vez comprado diretamente da pessoa física de Oliveira. Os valores das negociações não foram revelados.

Outro lado

Em nota enviada à Folha de S. Paulo, o juiz Bruno Paes Straforini afirmou que os dois veículos foram adquiridos com um “grande intervalo de tempo” por meio de contratos regulares e pagamentos devidamente comprovados por documentação bancária. O magistrado declarou que não há “qualquer ilegalidade ou negociação escusa no caso”, embora não tenha detalhado sua relação pessoal com o leiloeiro.

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A empresa de Denys Pyerre de Oliveira também se manifestou, informando que as transferências dos veículos são operações lícitas, regulares e documentadas dentro dos parâmetros legais. O leiloeiro afirmou ainda ser alvo de uma “campanha difamatória oportunista e orquestrada” promovida por concorrentes e partes insatisfeitas com a perda de bens em processos judiciais.

Escrito por

Soraia Sene

Jornalista, formada em 1997 pela FIAM - Faculdades Integradas Alcântara Machado. Com experiência nas redações de vários jornais da região e em assessorias de imprensa nas áreas de política, sindical, cidades, entretenimento e serviços públicos.
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