Câmara de Cotia instaura comissão de inquérito para investigar ações da Sabesp
Investigação vai apurar descumprimentos contratuais, falhas no abastecimento de água e danos à infraestrutura urbana causados pela concessionária.

A Câmara Municipal de Cotia instaurou oficialmente, durante a sessão ordinária de terça-feira (4), uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). O objetivo da comissão é apurar possíveis descumprimentos contratuais, falhas no abastecimento, má qualidade da água e danos causados à infraestrutura urbana do município.
Por escolha dos membros que integram o grupo, o vereador Dr. Silvio Cabral foi eleito para presidir os trabalhos. “Vamos conduzir esse trabalho com responsabilidade, transparência e compromisso com a população de Cotia”, afirmou Cabral ao assumir o posto.
Composição e objetivos
Além do presidente Dr. Silvio Cabral, a CEI conta com Alexandre Frota como relator. Os demais membros são os vereadores Serginho, Castor, Eduardo Nascimento, Peka Santos e Felipe Variedade.
A investigação foca em uma série de problemas relatados pelos moradores, incluindo:
– Interrupções constantes no abastecimento e vazamentos recorrentes;
– Má qualidade da água (alteração de gosto, odor e coloração);
– Demora excessiva em reparos e ausência de recomposição adequada do asfalto após obras;
– Cobranças indevidas ou abusivas;
– Deficiência na expansão do saneamento básico e inadimplemento de metas contratuais.
Segundo o requerimento aprovado, tais falhas afetam diretamente a saúde pública, a mobilidade urbana e o direito do consumidor.
A CEI terá um prazo inicial de 120 dias para concluir os trabalhos, período que pode ser prorrogado por igual tempo. A comissão possui poderes para requisitar documentos, convocar representantes da Sabesp, ouvir testemunhas, realizar auditorias, vistorias e solicitar informações da prefeitura.
Ao final do processo, um relatório será elaborado e encaminhado ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas e a outros órgãos competentes. A iniciativa surge em um cenário de alta nas reclamações sobre a deterioração das vias públicas após intervenções da concessionária e questionamentos sobre a eficiência do serviço prestado à população.