Câmara de Londrina quer proibir jogadora trans de Osasco em partida pela Copa Brasil
Decisão contra a atleta Tifanny Abreu, do Osasco São Cristóvão Saúde, baseia-se em lei municipal; CBV adota medidas para assegurar participação na semifinal da Copa Brasil.

A Câmara Municipal de Londrina aprovou, em regime de urgência, um requerimento que busca impedir a participação da ponteira/oposta Tifanny Abreu, do time de Osasco, na semifinal da Copa Brasil de Vôlei Feminino que será disputada hoje (27) na cidade. A atleta do Osasco é o alvo de uma polêmica iniciativa baseada na lei municipal 13.770/2024, que proíbe esportistas transgênero em competições na cidade paranaense.
A proposta foi liderada pela vereadora Jéssica Ramos Moreno (PP) e recebeu 14 votos favoráveis. Segundo a parlamentar, a escalação da jogadora da equipe de Osasco configuraria uma infração que poderia levar à revogação do alvará do evento no Ginásio Moringão e à aplicação de multa de R$ 10 mil. A lei em questão é alvo de questionamentos jurídicos por sua redação confusa, que inclui no rol de proibições termos como “cisgênero” e diversas orientações sexuais.
A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) reagiu prontamente à decisão, garantindo que está tomando todas as providências legais necessárias para assegurar a presença de Tifanny. Em nota, a entidade reforçou que a jogadora do Osasco está plenamente elegível para a competição, seguindo todos os critérios estabelecidos na política de elegibilidade para atletas trans da própria confederação.
O confronto entre o time de Osasco e o Sesc-Flamengo está agendado para esta sexta-feira, às 18h30, no Ginásio Moringão, com transmissão pelo canal sportv2. Apesar da incerteza jurídica criada pelo Legislativo de Londrina, a CBV trabalha para manter o direito de atuação da equipe paulista e a integridade da semifinal.