Comissão investiga origem de danos
Após uma série de denúncias por parte dos moradores do Conjunto dos Metalúrgicos e do condomínio Guimarães Rosa, em Osasco, foi instaurada na Câmara Municipal uma Comissão Temporária de Estudos (CTE) que vai apurar e diagnosticar os motivos de danos estruturais, como rachaduras, que foram registrados em pelo menos 180 imóveis.
William Galvão
Após uma série de denúncias por parte dos moradores do Conjunto dos Metalúrgicos e do condomínio Guimarães Rosa, em Osasco, foi instaurada na Câmara Municipal uma Comissão Temporária de Estudos (CTE) que vai apurar e diagnosticar os motivos de danos estruturais, como rachaduras, que foram registrados em pelo menos 180 imóveis.
A Defesa Civil de Osasco já vistoriou o local e fez um laudo constatando os riscos. Os problemas nas estruturas começaram em 2009, quando houve o aterramento de um córrego de mais de 25 mil m², onde foram despejados cerca de 50 mil m³ de terra.
Problemas teriam surgido após aterro de córrego
De acordo com o presidente da comissão, vereador André Sacco (PSDB), o intuito é responder aos anseios da população antes de apontar culpados. “Não queremos imputar erro a ninguém. Não estamos aqui levianamente apontando erro da administração ou da Sabesp. A finalidade é chegar ao diagnóstico para os moradores”, disse.
Além de André, também fazem parte da comissão os vereadores Aluisio Pinheiro (PT), Alex da Academia (PDT), Dinei Simão (PSC) e Maluco Beleza (PHS).
Há quatro anos moradores sofrem com rachaduras
Desde 2009, os moradores do Conjunto dos Metalúrgicos reclamam do aparecimento de rachaduras, fissuras e trincas nas paredes e no piso de suas casas.
Quase todas as paredes da casa da supervisora Sueli Ferreira da Silva estão rachadas. “Começaram depois dessa obra do aterro. Começaram bem fininhas e foram se abrindo até o ponto de dividir a parede”, conta.
Já a dona de casa Roseli Antônia diz que já desistiu de reclamar. “Eu cansei, a Prefeitura já veio aqui várias vezes, mas nunca resolveram. A gente tem que ficar remendando a casa, espero um dia conseguir me mudar”.
Segundo o marceneiro João Gabriel Arruda, “a situação piora quando chove. Deve ter infiltração no aterro que fizeram de qualquer jeito, e quem sofre somos nós”.
Caso Antigo
Em abril de 2011 a Prefeitura prometeu que em 40 dias concluiria o estudo no local para averiguar as origens do problema, o que não ocorreu. Caso fosse constatado erro no aterramento do córrego, a administração municipal seria penalizada para solucionar o problema com os moradores. No caso de problemas com o sistema de esgoto, a responsabilidade ficaria a cargo da Sabesp.
