Como será a futura Estação Santa Maria da Linha 22-Marrom em Osasco
Prevista no projeto da Linha 22-Marrom, a Estação Santa Maria promete ser uma das mais profundas da futura rede e um dos principais pontos de integração do trajeto.

Quem vive ou passa pela região de Santa Maria, em Osasco, poderá ter nos próximos anos uma das estações mais importantes da futura Linha 22-Marrom do Metrô. Prevista para atender mais de 31 mil passageiros por dia, a Estação Santa Maria foi projetada para funcionar como um grande ponto de integração entre metrô, ônibus municipais, ônibus metropolitanos e bicicletas.
O projeto básico inicial da linha revela uma estrutura de grandes dimensões, construída em uma área estratégica do bairro, próxima à Avenida Ayrton Senna, um dos principais corredores comerciais e de serviços da região.
Estação ocupará uma quadra inteira
A futura estação em Osasco será implantada em um terreno de mais de 8 mil metros quadrados, delimitado pela Estrada da Divisa, Rua Gaetano Del Gaizo e Avenida Ayrton Senna.
Localização da futura Estação Santa Maria / Imagem: Metrô
A localização foi escolhida para facilitar o acesso dos moradores de diferentes partes do bairro e ampliar a integração com o transporte coletivo. Além da estação de metrô, o projeto prevê a construção de dois terminais de ônibus: um municipal e outro metropolitano.
A proposta, segundo o projeto inicial detalhado pelo Metrô, é aproveitar o relevo acidentado da região para distribuir os terminais em níveis diferentes. O terminal metropolitano ficará em um pavimento inferior, enquanto o terminal municipal será construído em um nível superior.
Três acessos para os passageiros
O projeto prevê três pontos principais de entrada e saída.
O acesso principal ficará na Rua Gaetano Del Gaizo, conectado ao terminal metropolitano. Outro acesso será construído na esquina da Estrada da Divisa com a Avenida Ayrton Senna, próximo ao terminal municipal. Já um terceiro acesso, independente, ficará na confluência das duas vias.
A expectativa é que a configuração facilite a distribuição dos passageiros e reduza a concentração de fluxo em apenas uma entrada.
Estrutura voltada para integração
Além da conexão com os ônibus, a estação foi planejada para incentivar outros meios de deslocamento.
O complexo contará com bicicletário para 100 bicicletas e nove vagas rápidas para embarque e desembarque de passageiros. Também existe a previsão de implantação de uma ciclofaixa na Avenida Ayrton Senna.
Por outro lado, o projeto não inclui estacionamento para veículos particulares.
Uma das estações mais profundas da Linha 22-Marrom
Um dos aspectos mais impressionantes do projeto é a profundidade da estação.
Entre o nível da avenida e os trilhos haverá um desnível superior a 50 metros. Para se ter uma ideia, a distância vertical entre um dos acessos principais e a plataforma equivale aproximadamente à altura de um prédio de mais de 15 andares.
Essa característica exigirá soluções de engenharia complexas durante a construção. Parte da estrutura será escavada a céu aberto, enquanto os túneis e plataformas subterrâneas serão executados por meio de escavações profundas em cavernas.
Elevadores terão papel central na circulação
Diferentemente de muitas estações da rede metroviária, a circulação vertical na Estação Santa Maria dependerá principalmente de elevadores.
O projeto prevê oito elevadores de alta capacidade, cada um com espaço para até 33 pessoas. Eles serão responsáveis por conectar os diferentes níveis da estação e vencer um desnível superior a 27 metros entre os mezaninos internos.
Escadas fixas também integrarão o sistema de circulação, complementando o deslocamento dos usuários.
O que prevê a Linha 22-Marrom
Considerada uma das mais ambiciosas obras de mobilidade planejadas para a Região Metropolitana de São Paulo, a Linha 22-Marrom deverá conectar Cotia à região de Sumaré, na capital paulista, criando uma nova alternativa de deslocamento para milhares de passageiros que hoje dependem principalmente do transporte rodoviário.
Traçado da Linha 22-Marrom do Metrô / Divulgação
O projeto inicial prevê cerca de 29,75 quilômetros de extensão e 19 estações distribuídas ao longo do trajeto. Desse total, sete ficarão em Cotia. Em Osasco, além da Estação Santa Maria, o traçado contempla também a futura Estação Cohab Raposo, no limite com a capital paulista.
A nova linha terá integração com as linhas 2-Verde, 4-Amarela e 9-Esmeralda, além da futura Linha 20-Rosa, ampliando a conectividade da rede metroferroviária da Grande São Paulo.
Segundo os estudos de demanda, a expectativa é que aproximadamente 678 mil passageiros utilizem a Linha 22 diariamente. O tempo de viagem entre Cotia e a região de Sumaré deverá ser de cerca de 42 minutos, uma redução significativa em comparação aos deslocamentos realizados atualmente por ônibus e automóveis.
Impacto urbano
Além de ampliar a oferta de transporte sobre trilhos na região, a futura estação deverá provocar transformações urbanas no entorno. A expectativa é que o empreendimento fortaleça a mobilidade local e regional, facilitando a ligação entre Osasco e outros municípios atendidos pela Linha 22-Marrom.
Por estar localizada em uma área com características residenciais e de interesse social, a implantação da estação também exigirá adequações urbanísticas para viabilizar as estruturas previstas no projeto. Em Cotia, a sondagem de solo foi iniciada recentemente.
Quando concluída, a Estação Santa Maria deverá se tornar uma das principais portas de entrada da Linha 22-Marrom em Osasco, reunindo metrô, ônibus e mobilidade ativa em um único complexo de transporte e ajudando a integrar a cidade a um dos maiores projetos de expansão metroviária em estudo no estado de São Paulo.