quarta-feira, 03 de junho de 2026
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Cidades

Concessão da Nova Raposo prevê 48 km de marginais ao longo da rodovia

Plano inclui expansão viária, mudanças no sistema de pedágio e intervenções urbanas ao longo de 90 quilômetros.

Por Soraia Sene | Atualizado em: 04/07/2024 10:34
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O Governo de São Paulo planeja publicar ainda em julho o edital de concessão do Lote Nova Raposo, um projeto que abrange intervenções em cerca de 90 quilômetros da rodovia Raposo Tavares. O contrato terá duração de 30 anos e prevê um investimento total de aproximadamente R$ 7,1 bilhões.

Entre as principais alterações propostas estão a construção de marginais contínuas e uma quarta faixa no trecho entre São Paulo e Cotia, além de uma nova conexão no trecho oeste do Rodoanel próximo a Embu das Artes. O projeto também inclui a implementação de duplicações, faixas adicionais, túneis, viadutos, passarelas e dispositivos em desnível.

No segmento entre a capital e Cotia, considerado um dos mais movimentados da rodovia, o plano prevê a instalação de vias marginais e uma quarta faixa. Os acessos à rodovia serão modificados, passando a ser feitos pelas marginais. Pontos de ônibus serão realocados para essas novas vias.

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Para os bairros da capital como Butantã e Alto de Pinheiros, o projeto propõe novos acessos, incluindo uma ligação entre a avenida Escola Politécnica e a Marginal Pinheiros. Na região da ponte Eusébio Matoso, estão previstas intervenções para distribuição do tráfego.

O sistema de cobrança de pedágio será alterado para o modelo “free flow”, com pórticos de cobrança automática sem praças físicas. As vias marginais entre Cotia e São Paulo não terão cobrança tarifária. A implementação do pedágio está prevista para ocorrer após a conclusão das obras, estimada para o oitavo ano do contrato.

Segundo o governo, o projeto prevê desapropriações em áreas próximas à rodovia, com uma estimativa atual de 300 mil m². A concessionária vencedora do leilão será responsável por realizar um novo estudo de desapropriações e obter os licenciamentos socioambientais necessários, sob supervisão da Cetesb.

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Escrito por

Soraia Sene

Jornalista, formada em 1997 pela FIAM - Faculdades Integradas Alcântara Machado. Com experiência nas redações de vários jornais da região e em assessorias de imprensa nas áreas de política, sindical, cidades, entretenimento e serviços públicos.
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