quarta-feira, 01 de julho de 2026
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Cidades

Conta de luz da Enel São Paulo terá aumento de até 15%

Novos índices entram em vigor a partir de julho de 2026 e impactam residências e indústrias em 24 municípios paulistas.

Por Soraia Sene | Atualizado em: 01/07/2026 14:51 Siga-nos no Google News
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A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou nesta terça-feira, 30 de junho, o Reajuste Tarifário Anual da Enel Distribuição São Paulo (Enel SP). A decisão resultará em um aumento na conta de luz para aproximadamente 8,9 milhões de unidades consumidoras atendidas pela distribuidora em 24 municípios paulistas. Os novos valores passam a vigorar a partir de sábado, 4 de julho de 2026.

O efeito médio a ser sentido pelo consumidor geral será de 10,18%. Para os consumidores residenciais, classificados como B1, o aumento aprovado foi de 9,02%. O maior impacto ocorrerá para os consumidores de alta tensão, que terão um reajuste médio de 15,00%. Já para a classe de baixa tensão, o índice médio ficou em 8,97%.

De acordo com a agência, os fatores que mais influenciaram este reajuste foram os componentes financeiros, os custos com atividades de transmissão de energia e o pagamento de encargos do setor elétrico.

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Impacto por classe de consumo

O reajuste para a baixa tensão engloba as classes residenciais, rural (agropecuária, cooperativas e irrigação), industrial, comercial, poder público e iluminação pública. Já a alta tensão refere-se a classes que utilizam níveis de voltagem superiores a 2,3kV, comumente utilizadas por grandes indústrias e estabelecimentos comerciais de grande porte.

Diferença entre reajuste e revisão

O processo aprovado para a Enel SP é o Reajuste Tarifário Anual (RTA), um procedimento mais simples que ocorre nos anos em que não há a Revisão Tarifária Periódica (RTP). Enquanto a revisão define custos eficientes e metas de qualidade para um ciclo mais longo, o reajuste anual apenas atualiza a “Parcela B” da distribuidora pelo índice de inflação (IGP-M ou IPCA) subtraído do Fator X.

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Em ambos os processos, são repassados os custos com a compra e transmissão de energia, além dos encargos setoriais que financiam políticas públicas determinadas por leis e decretos governamentais.

Escrito por

Soraia Sene

Jornalista, formada em 1997 pela FIAM - Faculdades Integradas Alcântara Machado. Com experiência nas redações de vários jornais da região e em assessorias de imprensa nas áreas de política, sindical, cidades, entretenimento e serviços públicos.
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