Cotia realiza evento gratuito com palestras e exposição para marcar o Agosto Lilás
Em alusão ao mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, a Secretaria da Mulher, Neurodiversidade e Inclusão Social de Cotia promove nesta segunda-feira (11) uma programação especial gratuita e aberta ao público.

Em alusão ao Agosto Lilás, mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, a Secretaria da Mulher, Neurodiversidade e Inclusão Social de Cotia promove nesta segunda-feira (11) uma programação especial com palestras, debates e uma exposição inédita. O evento é gratuito e acontece das 13h às 19h, no auditório da Prefeitura.
Com o tema “Mulheres protegidas, sociedade fortalecida”, a ação tem como foco a prevenção e o combate à violência doméstica, reunindo especialistas em segurança pública, direito, psicologia e tecnologia para abordar temas como stalking, violência psicológica, ameaças e aliciamento digital.
Entre os nomes confirmados estão Sueli Amoedo, liderança do projeto Justiceiras; Mônica R. Gamboa, delegada titular de Cotia; e o perito digital Michel Spiero, que fará uma reflexão sobre a escalada da violência no ambiente virtual e os perigos da romantização do controle em relacionamentos.
A titular da pasta, Solange Aroeira, destaca a importância do evento como um chamado à ação coletiva: “Não se trata apenas de combater a violência, mas de promover uma cultura de respeito e proteção à vida das mulheres”, afirma a secretária de Cotia.
Exposição questiona músicas com letras violentas
Paralelamente às palestras, o público de Cotia poderá visitar a exposição “Mulher: sua trajetória de décadas contadas através das músicas”, instalada no saguão da Prefeitura. A mostra, com curadoria de Lena Miramontes, reúne composições musicais de diferentes épocas que naturalizam ou exaltam comportamentos machistas e violentos.
Estão no acervo letras que vão desde os anos 1930 até o funk contemporâneo, como a polêmica “Mulher Indigesta”, de Noel Rosa, e versos de MC Nem que descrevem agressões físicas. A proposta é provocar uma reflexão sobre o impacto dessas mensagens no imaginário coletivo. “Não é sobre censura, é sobre consciência”, reforça Aroeira.