quinta-feira, 04 de junho de 2026
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Almanaque

Da periferia de Osasco aos holofotes internacionais: bailarino leva dança aos palcos da Turquia

Aos 18 anos, o bailarino e professor de dança osasquense Dyogo Siqueira brilha nos palcos de hotéis de luxo na Turquia — e segue dando passos firmes rumo a uma carreira internacional consolidada.

Por Jenifer Oliveira | Atualizado em: 04/09/2025 13:39
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Aos 18 anos, o bailarino de Osasco Diogo Sousa de Siqueira já vive aquilo que muitos artistas passam a vida toda sonhando: dançar para o mundo. O jovem, que começou sua história na dança há apenas seis anos, hoje brilha nos palcos de hotéis de luxo na Turquia — e segue dando passos firmes rumo a uma carreira internacional consolidada.

Também conhecido pelo nome artístico Dyogo Siqueira, o bailarino profissional e professor de dança mora atualmente em Belek, na província de Antalya, Turquia. Em entrevista ao Visão Oeste, ele compartilha como tem sido esse momento em sua vida com a serenidade de quem já venceu muitas batalhas pessoais para chegar até aqui. Uma delas foi quando se viu sem condições financeiras para embarcar rumo ao Sanctuary Of The Arts, nos Estados Unidos, e chegou a vender paçoca no Parque Villa Lobos, na zona oeste de São Paulo. Quem lembra?

Foto: Arquivo Pessoal

Apesar de não seguir rumo aos EUA, Dyogo abriu novas portas, passando uma temporada no Rio de Janeiro, além de ter sido convidado para dançar em grandes projetos em São Paulo. Já a oportunidade para trabalhar em outro continente veio em abril deste ano.

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Ele conta que foi contratado pela empresa New Generation para integrar o elenco da temporada de dança em hotéis da região de Antalya, com apresentações que se estendem até o final de outubro. “Faço parte da companhia Mecânica do Corpo, do coreógrafo Whand Tavares. Dançamos quase todos os dias. Só temos duas folgas por mês!”, detalha.

Foto: Arquivo Pessoal

Adaptação exige dedicação e jogo de cintura

O ritmo intenso de trabalho na Turquia exige preparo físico, disciplina e, acima de tudo, paixão pela arte. “Isso me fez dar mais atenção ao corpo, aos detalhes técnicos, à alimentação e até à forma de pensar, porque tudo influencia no resultado no palco”, pontua Dyogo.

No dia a dia, a adaptação à cultura turca também exigiu jogo de cintura do bailarino: clima quente, idioma diferente, novos hábitos e uma rotina de convivência intensa com colegas de várias nacionalidades. “São seis meses morando com pessoas que você acabou de conhecer. Criar sintonia no palco exige maturidade e respeito.”

Foto: Arquivo Pessoal

Apesar da vivência desafiadora, Dyogo enxerga cada desafio que tem encontrado como aprendizado. O maior deles foi ter de aderir outros estilos de dança: “A maior dificuldade foi ter que aprender, em pouco tempo, estilos que não fizeram parte da minha formação artística, como samba, salsa e capoeira. Precisei estudar rápido e trazer essas linguagens para o meu corpo.”

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Trocas culturais e sonhos

Dyogo se emociona ao falar das trocas que tem vivido com artistas de diferentes partes do mundo: “Tenho aprendido muito com os colombianos que moram na mesma vila que eu. Cada ensaio vira um aprendizado novo. É uma troca artística enorme.”

Apesar do jazz continuar sendo sua paixão principal, hoje ele se dedica a estilos como samba, bachata, salsa e reggaeton. E enxerga nas companhias que atuam fora do Brasil – como Seans Organizasyon, BOR Productions, Fire Productions e Rising Stars Talents – uma inspiração para os próximos passos. “Essas são metas pra mim. Quero muito trabalhar com elas”, frisa.

O trabalho não para / Foto: Arquivo Pessoal

E, claro, ele não esquece da missão social que enxerga como parte do seu futuro: “Quero desenvolver projetos sociais nas periferias e parcerias com prefeituras. Sei que existem muitos talentos escondidos que só precisam de oportunidade.”

Saudade do “dogão” de Osasco e um conselho de quem hoje vive um sonho

Mesmo vivendo seu sonho fora do país, Dyogo — que, em Osasco, morou no Jardim Aliança — carrega com carinho as lembranças de casa. “Sinto falta do cachorro-quente de Osasco; pra mim é o melhor do mundo! Mas também da energia do povo, da minha igreja, da culinária, das festas…”

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E, para quem sonha em seguir seus passos, o jovem bailarino deixa um recado: “Estudem o máximo de estilos de dança que puderem, façam aula com vários professores, e não deem ouvidos a comentários ruins — principalmente os meninos! Aprender outros idiomas é fundamental. E se você não tem dinheiro, corre atrás. Trabalhe na rua, faça freela, como eu fiz. Sempre tenha ideias ousadas e não tenha medo de se colocar no mundo. Como dizem: quem não arrisca, não petisca.”

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Escrito por

Jenifer Oliveira

Jenifer Oliveira é editora do Portal Visão Oeste. Jornalista formada pela Universidade Nove de Julho, atua na imprensa regional desde 2016. Com expertise em jornalismo digital, acumula experiências na redação e edição de texto, reportagem e assessoria de imprensa e comunicação.
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Tags: dança Osasco
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