Deic prende “olheiro” de quadrilha de roubo a residências em Embu das Artes
Investigado foi localizado no Jardim Santa Emília; segundo a polícia, ele integra um grupo ligado a um dos maiores ladrões de residências de São Paulo, conhecido como "Minotauro", e atuava com divisão de tarefas entre fornecimento de armas e receptação de joias.

Policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) prenderam em Embu das Artes e em Paraisópolis, na Zona Sul da Capital, três homens suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em roubos a residências. O detido em Embu atuava como “olheiro” do bando e monitorava os locais dos crimes para repassar informações de vigilância aos comparsas.
A prisão no Jardim Santa Emília, em Embu das Artes, ocorreu nesta quarta-feira (8). Segundo a 4ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Disccpat), o grupo pertence à organização liderada por um criminoso conhecido como “Minotauro”. Ele é apontado como um dos maiores assaltantes de casas de São Paulo e está preso desde setembro.
Em Paraisópolis, os agentes localizaram dois irmãos com funções estratégicas. Um deles fornecia o armamento para as ações, enquanto o outro era o responsável pela receptação das joias roubadas. Durante a vistoria em um dos carros do grupo, os policiais encontraram uma pistola com numeração raspada escondida sob o banco dianteiro.
A operação resultou na apreensão de dois veículos, R$ 1,2 mil em espécie, 14 relógios de pulso e quatro celulares. Joias, bolsas e pares de tênis de marca também foram recolhidos nos imóveis dos investigados. Um dos automóveis foi rastreado em uma concessionária após ser identificado em diligências anteriores.
O líder do esquema já acumulava 14 inquéritos policiais desde 2016. Desde a sua detenção, o Deic intensificou as buscas pelos demais integrantes. Em fevereiro, uma ação semelhante já havia terminado com a prisão de outros três suspeitos envolvidos nos roubos.
Os três presos ontem, com idades entre 21 e 26 anos, foram levados à sede da 4ª Disccpat. O caso teve registro como captura de procurado, posse ilegal de arma de fogo e associação criminosa. A Polícia Civil mantém as investigações para identificar outros membros do núcleo operacional da quadrilha.