segunda-feira, 20 de julho de 2026
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Cidades

Desafios dos Prefeitos: segurança, saúde, transporte e cultura são os obstáculos da nova gestão de Osasco

Por Carol Nogueira | Atualizado em: 13/03/2017 12:36 Siga-nos no Google News
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O Visão Oeste realiza série especial de reportagens sobre os desafios das novas gestões das cidades da região. 

Carol Nogueira

Osasco acaba de completar 55 anos, mantendo a posição de 8° maior PIB (Produto Interno Bruto), que representa 1,01% da riqueza nacional e 2° maior economia do estado. Apesar dos índices, a maior cidade da região, com 696.382 habitantes e vizinha da capital paulista enfrenta grandes problemas com segurança.

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Segundo os dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, em 2016 foram registrados 9.229 roubos e 6.415 furtos.

Para o estudante Leonardo Vinhó, 19, morador da Vila Osasco a crise econômica traz mudanças na vida cotidiana, aumentando a criminalidade, sobretudo, assaltos e furtos. “Ano passado enquanto voltava da escola à noite, fui assaltado e levaram meu celular na rua Primitiva Vianco. A poucos metros dali, havia uma viatura da PM e dois policiais a pé, que não fizeram nada”, contou.

GCM tem cerca de 250 guardas ativos
Apesar da segurança pública ser uma competência do Estado, as prefeituras têm a Guarda Civil Municipal, que atuam de forma complementar. Atualmente, Osasco tem cerca de 250 guardas ativos, oito bases comunitárias e deve ganhar um grupo de “elite”, a Ronda Ostensiva Municipal (Romu) para operações especiais, segundo o secretário de Segurança, Valdeci Magdanelo.

Poucos profissionais e atendimento ruim na Saúde

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A saúde é um dos grandes problemas das cidades e em Osasco, o ano começou com o déficit de aproximadamente 300 profissionais na rede, segundo a prefeitura. Com um orçamento de R$ 583,6 milhões para a área, o prefeito Rogério Lins tem o desafio de contratar mais médicos e investir em melhorias na área.

Saúde tem orçamento de R$ 583,6 milhões para 2017 / Foto: Carol Nogueira

Saúde tem orçamento de R$ 583,6 milhões para 2017 / Foto: Carol Nogueira

A munícipe Elen de Jesus, 23, moradora do Jardim Veloso, passa apuros com sua filha toda vez que vai ao Pronto-Socorro infantil do Hospital Central Antonio Giglio. “É um descaso total. Em novembro, minha filha ficou internada 15 dias e passava horas sem comer, porque ela tem intolerância à lactose e a equipe se negou a fazer vitamina pra ela. Disseram que, se eu quisesse, tinha que comprar as frutas e fazer”, relata. “O atendimento é péssimo. Outra vez, a médica negou atendimento a minha filha e outra criança que estava aguardando, porque estava muito estressada”, relatou.

Ao todo, a cidade tem 34 Unidades Básicas de Atendimento (UBSs), três Pronto-Socorros, duas Policlínicas e dois hospitais, sendo uma maternidade. De acordo com os dados do Ministério da Saúde e Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), a cidade possui 0,88 leito no SUS (Sistema Único de Saúde) disponível para cada mil habitantes.

desafios dos prefeitos

“É um descaso total. Em novembro do ano passado, minha filha ficou internada 15 dias e passava horas sem comer, porque ela tem intolerância à lactose e a equipe se negou a fazer vitamina pra ela. Disseram que se eu quisesse, tinha que comprar as frutas e fazer”. Elen de Jesus, 23 e moradora do Jardim Veloso.

Artistas reivindicam execução do Plano Municipal de Cultura

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Aprovado em 2015, o Plano Municipal de Cultura não foi cumprido. Elaborado pela Secretaria de Planejamento e Gestão e o Conselho Municipal de Política Cultural (Comcultura), tem validade de dez anos. O documento visa o desenvolvimento e preservação das expressões culturais e sua descentralização.

Para o produtor cultural Gabriel Youko, o maior empecilho para execução é o desconhecimento por parte da população e da administração pública. “Mas graças aos militantes culturais, artistas e produtores da cidade, houve um empoderamento social através da informação, tornando a população ciente de que o Plano Municipal de Cultura é lei e deve ser executado. E, através disso, houve e haverá grande cobrança para que ele se efetive”, disse.

Na região, só Jandira desenvolve ações através do Conselho e utiliza o Fundo Municipal de Apoio à Cultura, por meio de editais de ocupação de espaços com remuneração dos artistas.

Burocracia para ocupação de espaços culturais e falta de incentivos 
O produtor cultural Gabriel Youko destaca ainda a falta de oportunidades e dificuldades para apresentações nos espaços culturais da cidade, como o Teatro Municipal, Espaço Cultural Grande Otelo, entre outros.

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“Produzir na cidade sempre foi um problema. Ora pela falta de fomento, ora pela dificuldade de acesso aos espaços culturais, sem contar a ‘política do grupismo’. Chega ser humilhante os convites por parte da Prefeitura para que artistas se apresentem de graça, com o discurso de que é ‘uma grande oportunidade para se divulgar o trabalho’. Isso torna claro que não há um reconhecimento da atividade cultural e artística como trabalho”, afirma.

Transporte caro e demorado

Em dezembro de 2016, a passagem dos ônibus municipais em Osasco subiu de R$ 3,80 para R$ 4,20 (alta de 10,5%). A munícipe Miriane Severo acha o valor muito caro para pouca oferta e trajeto percorrido.

“Acho que devia ter mais linhas de ônibus. A linha que eu pego, que vai para o Cirino, demora até uma hora. Outro ponto, é que a condução vem muito cheia. É cansativo pegar um ônibus lotado todos os dias na hora de voltar pra casa”, lamenta.

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Escrito por

Carol Nogueira

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