“Desocupação pacífica”, diz PM sobre ação em comunidade entre Carapicuíba e Barueri
A ação, que contou com suporte policial, prosseguiu com a negociação com as poucas famílias que ainda se recusavam a deixar o local nesta manhã (7).
O processo de desocupação da Comunidade Porto de Areia, na Lagoa de Carapicuíba, limite com Barueri, avançou para sua fase final na manhã desta terça-feira (7). A ação planejada, que contou com suporte policial, prosseguiu com a negociação com as poucas famílias que ainda se recusavam a deixar o local.
A desocupação, acompanhada pela reportagem do “SBT Manhã”, mobilizou cerca de 500 profissionais, incluindo 180 policiais militares, oficiais de justiça e assistentes sociais. Para garantir a segurança durante a operação, o Viaduto Corredor Oeste foi interditado na noite de segunda-feira.
Um tenente-coronel da PM que atuou na operação afirmou que a desocupação ocorreu de forma majoritariamente pacífica, com a adesão voluntária da maioria dos moradores ao acordo proposto pelas prefeituras. “Uma desocupação pacífica em que 460 famílias aderiram de forma voluntária à parte que tanto Barueri quanto Carapicuíba ofereceram a eles. O que ficaram são famílias que, após o recadastramento, permaneceram”, explicou o oficial ao SBT.
Ainda segundo o tenente-coronel, das 11 famílias que ainda estavam no local até segunda-feira (6), apenas seis resistiam em sair na manhã de hoje. A reportagem registrou o momento em que um morador se recusava a deixar seu barraco, mas, após negociação com as equipes, ele cedeu e o local foi isolado para demolição.
A desocupação da área cumpre uma Ação Civil Pública do Ministério Público e um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) de 2010, que apontou “riscos de alagamentos, deslizamentos e contaminação”. Segundo a administração de Carapicuíba, as mais de 400 famílias que aderiram ao acordo estão recebendo um auxílio aluguel de R$ 800 como solução provisória e contarão com cartas de crédito da CDHU para a moradia definitiva.