Em audiência pública, Saúde de Osasco presta contas de R$ 1,2 bilhão investidos em 2025
O município de Osasco destinou 22,8% do orçamento de 2025 para ações de saúde pública, o equivalente a R$ 1,2 bilhão.

O município de Osasco destinou 22,8% do orçamento de 2025 para ações de saúde pública, o equivalente a R$ 1,2 bilhão. O percentual supera o mínimo constitucional de 15% exigido por lei e viabilizou 1,9 milhão de atendimentos médicos, 460 mil exames de imagem e 1,4 milhão de atendimentos de urgência e emergência ao longo do ano.
Os dados foram apresentados na noite de quarta-feira (25), durante a Audiência Pública de Prestação de Contas da Secretaria Municipal de Saúde, realizada na Câmara Municipal de Osasco. A sessão foi organizada pela Comissão de Saúde e Assistência Social do Legislativo e contou com a presença de técnicos da pasta, vereadores e do presidente da Casa, Carmônio Bastos (Podemos).
O encontro foi conduzido pelo presidente da Comissão, vereador Gabriel Saúde (Agir), com secretaria da vereadora Lúcia da Saúde (Podemos). “A gente está aqui para colaborar e ajudar a Saúde a entregar um serviço de qualidade para o nosso munícipe”, afirmou Gabriel durante a audiência.
Prestação de contas e fontes de recursos
O relatório foi apresentado pelo gerente de Vigilância Epidemiológica do município, enfermeiro Sátiro Márcio Ignácio Júnior. Segundo ele, as contas foram aprovadas pelo Conselho Municipal de Saúde.
As principais fontes de receita foram recursos próprios do município, além de repasses dos governos estadual e federal. Sátiro destacou ainda o impacto das emendas parlamentares no reforço do orçamento: R$ 88,7 milhões em emendas federais, R$ 29,9 milhões de origem estadual e R$ 16,8 milhões provenientes de emendas municipais. “Com os recursos da Câmara e a busca ativa de emendas, a saúde de Osasco fechou o orçamento com 98,56% do que era planejado”, explicou.
A vereadora Elsa Oliveira (Podemos) ressaltou que parte das emendas dos parlamentares foi direcionada ao Centro de Especialidades.
Cobertura e desafios
Em 2025, a rede municipal atendeu 692.856 pessoas — o que corresponde a 91,53% da população da cidade. Na atenção primária, voltada à prevenção, foram realizadas 787 mil consultas médicas e 434 mil atendimentos com outros profissionais de nível superior.
Já na atenção secundária (especialidades), foram registrados mais de um milhão de atendimentos e 2,3 milhões de procedimentos. Na urgência e emergência, o volume chegou a 1,4 milhão de atendimentos.
Um dos pontos de atenção apresentados foi o índice de absenteísmo. Das 1,9 milhão de consultas médicas ofertadas, 327,3 mil pacientes faltaram. O percentual, atualmente em 21%, já foi de 33% em anos anteriores.
“Embora 21% seja muito, a gente já chegou a ter 33% de absenteísmo. É uma coisa que vem da conscientização da pessoa”, avaliou o secretário de Saúde, Fernando Machado Oliveira. Segundo ele, a pasta tem adotado medidas como envio de SMS e contato telefônico para reduzir as faltas.
Cobranças
Durante a audiência, vereadores e munícipes tiveram a oportunidade de apresentar questionamentos à pasta. Lúcia da Saúde cobrou a ampliação do Teste do Pezinho, exame que identifica doenças congênitas em recém-nascidos. O secretário informou que a expansão deve ocorrer no prazo de dois anos, conforme cronograma do Ministério da Saúde.
Gabriel Saúde solicitou providências diante de episódios de violência contra profissionais nas unidades. De acordo com o secretário, os equipamentos da rede municipal serão integrados ao Sistema Muralha, do governo estadual, com uso de reconhecimento facial.
O vereador Josias da Juco (PSD) questionou a previsão de convocação dos aprovados no processo seletivo para agente comunitário de saúde (ACS). Machado afirmou que o chamamento está em fase de viabilização.