Em Brasília, metalúrgicos de Osasco reforçam pressão pelo fim da escala 6×1
Categoria integrou marcha na Esplanada dos Ministérios e aprovou a pauta da classe trabalhadora com 68 propostas e foco na extinção da escala 6x1; documento foi entregue ao Congresso.

Em Brasília, os metalúrgicos de Osasco e região participaram ativamente da ocupação da Esplanada dos Ministérios nessa quarta-feira (15). O grupo integrou a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat 2026), na qual representantes de todo o país aprovaram a “Pauta da Classe Trabalhadora”. O documento reúne 68 itens prioritários, com destaque para o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem corte nos salários.
A mobilização começou com uma marcha que partiu do Teatro Nacional Cláudio Santoro até o coração do poder federal. Munidos de faixas e cartazes, os trabalhadores coloriram a capital e cobraram celeridade nas pautas trabalhistas. No final da tarde, os representantes entregaram o documento oficial ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos). O próximo passo é a entrega do manifesto ao presidente Lula (PT).
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região, Gilberto Almazan (Ratinho), orientou a categoria sobre a importância da mobilização constante. “Agora falta pouco. Avançamos muito, mas precisamos avançar mais. Precisamos intensificar a pressão sobre os deputados e senadores para que a redução da jornada receba aprovação”, afirmou o dirigente.
Durante o ato, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, defendeu a rapidez na implementação das mudanças. Segundo ele, o trabalhador tem urgência e 90 dias são suficientes para viabilizar as medidas. O deputado federal Vicentinho (PT-SP) reforçou que, devido ao caráter de urgência constitucional, o projeto de lei precisa de 257 votos e tem prazo de 45 dias para votação.
O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, classificou o momento como histórico e pediu o fortalecimento da representação operária no Congresso. Sérgio Nobre, presidente nacional da CUT, relembrou que nenhum direito da classe trabalhadora surgiu como “dádiva”, mas sim como fruto de resistência. Para as instituições, a mobilização em Brasília marca o início de uma nova fase de negociações entre o movimento sindical e o Poder Legislativo.