quinta-feira, 04 de junho de 2026
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Cidades

Empresas de saúde de Osasco poderão pagar dívidas com a Prefeitura prestando atendimentos à rede pública

Vereadores esperam que a mudança na legislação ajude a combater a falta de vagas e as filas para a realização de exames.

Por Redação | Atualizado em: 08/02/2019 19:47 Siga-nos no Google News
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A Câmara Municipal de Osasco aprovou nesta quinta-feira (7) um projeto que permite a profissionais e empresas do setor da saúde a quitação de dívidas tributárias com a prestação de serviços à rede pública.

O Projeto de Lei Complementar (PLC) 16/2018, de autoria do Vereador Alex Sá (PDT), determina que os débitos sejam compensados de acordo com a tabela SUS, acrescidos de um ágio de 30%. O texto também prevê que os devedores arquem com honorários advocatícios e custas judiciais proporcionais ao valor compensado.

Para Alex, a medida vai facilitar a cobrança dos valores sonegados, pois a execução judicial dessas dívidas demanda muito tempo e dinheiro. “Essas são dívidas praticamente perdidas”, argumentou o pedetista durante a discussão da proposta em plenário.

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A proposta recebeu 12 votos a favor e três contrários. Um dos que se opôs ao PLC foi o vereador Didi (PSDB), que usou a tribuna para criticar a medida. Para o parlamentar, as grandes empresas que devem para o município deveriam ter o mesmo tratamento dos contribuintes despossuídos.

“A Prefeitura tem que acionar seu corpo jurídico e cobrar [as dívidas]. Não se toma a casa do pobre quando ele não paga? Então que se tomem os hospitais dos ricos também”, sugeriu o tucano.

Também votaram contra o projeto os vereadores Pelé da Cândida (PSC) e Dra. Régia (PDT).

Depois da fala de Didi, diversos parlamentares pediram a palavra para defender a proposição. Jair Assaf (PROS) reconheceu que muitas empresas sonegam impostos de má-fé, mas acredita que a medida será positiva por facilitar a quitação de uma dívida de recuperação incerta.

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Lúcia da Saúde (DC) disse esperar que a mudança na legislação ajude a combater a falta de vagas e as filas para a realização de exames. “Uma pessoa que está precisando de um cateterismo, internada, quantos dias não fica lá [esperando para realizar o procedimento]?”

Josias da JUCO (PSD) lembrou que as empresas não poderão utilizar a lei como escudo para sonegar no futuro, já que a compensação só poderá ser realizada para débitos inscritos na dívida do Município antes de 2018.

A proposta foi aprovada em segunda discussão e agora segue para o Prefeito Rogério Lins (PODE), que tem a prerrogativa de sancionar ou vetar a norma. Só após a sanção do Chefe do Executivo o projeto se torna lei. Lins deve sancionar o projeto, que está em sintonia com uma proposta em estudo pela Secretaria Municipal de Saúde.

Outras propostas

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A discussão também levou alguns vereadores a proporem outras medidas para mitigar o problema. Ralfi (PODE) sugeriu que a Prefeitura estude a possibilidade de realizar uma anistia para os devedores do IPTU, com o intuito de fornecer um benefício parecido às famílias pobres. Já Toniolo (PCdoB) cogitou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os grandes devedores do Município.

Por fim, o vereador Ricardo Silva (PRB) recomendou a criação de uma comissão de parlamentares para fiscalizar a aplicação da lei.

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3 respostas para “Empresas de saúde de Osasco poderão pagar dívidas com a Prefeitura prestando atendimentos à rede pública”

  1. Gilmar Marques disse:

    Parabenizo o vereador Didi tem que agir no rigor da lei o pau que dar em Chico dar em Francisco.
    Se os menos endinheirados chegam perder suas casas porque esses da classe empresarial não perde seu patrimônio.
    Tema ter lei.
    Políticos covardem

  2. Carlos Leite disse:

    Quais são as empresas?

  3. FELIPE disse:

    Tem comunistas que só reclamam de capitalismo, essa permuta é o trunfo de todo início capitalismo de livre mercado…

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