quarta-feira, 03 de junho de 2026
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Cidades

Enel participa de audiência pública na Câmara de Osasco sobre as reclamações e garante que energia vai continuar cara

Alvo de críticas, consecionária promete melhorias no atendimento, mas não na tarifa.

Por Soraia Sene | Atualizado em: 25/08/2022 15:11
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O diretor de Relações Institucionais da Enel, Marco Augusto Mesquita, participou de uma audiência pública realizada na noite dessa quarta-feira (24) na Câmara Municipal de Osasco para debater o convênio entre a Enel e a Prefeitura de Osasco, que prevê a poda de árvores.

A audiência, no entanto, serviu para que os vereadores e o secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da prefeitura, Fábio Grossi, também falassem sobre outras questões envolvendo falhas no atendimento da empresa.

Além da questão das podas de árvores que atrapalham os fios da rede elétrica, questões como dificuldade de atendimento da população no serviço 0800 da concessionária, falhas constantes de energia no Parque Industrial Anhanguera e em outros pontos da cidade, altas tarifas, postes mal instalados, entre outros problemas, foram apresentados ao representante da Enel.

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Mesquita afirmou reconhecer as dificuldades mostradas pelos vereadores e representantes da Prefeitura, no entanto, acredita que grande parte dos problemas sejam muito mais reivindicações do que reclamações.

De acordo com o diretor, o serviço de poda de árvore não é uma responsabilidade da empresa prevista em lei. “Mas a Enel quer se comprometer mais do que deveria para atender o município de Osasco”.

Quanto à reclamação sobre a demora no desligamento da rede, Mesquita respondeu que “quanto menos eu desligar, melhor”. A justificativa é que a Agência Nacional de Energia Elétrica usa os casos de falha de energia para medir os índices da concessionária.

O dirigente revelou que a empresa deve investir R$ 1,7 bilhão em tecnologia para melhorar a qualidade do atendimento. Segundo ele, o objetivo é que o sistema dependa cada vez menos de pessoas – o que permitirá a redução do prazo máximo para o desligamento de energia.

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Em relação às reclamações da população intermediadas pelos vereadores, Mesquita diz ser importante apresentar o número da instalação e do protocolo de atendimento do cliente.

No que diz respeito às tarifas, o diretor da Enel justificou que a parte que remunera o trabalho da distribuidora corresponde a 22% da conta. “Os outros 80% eu pago antes de receber do cliente. Energia elétrica é cara, sempre foi cara e vai continuar sendo cara”, acrescentou.

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Escrito por

Soraia Sene

Jornalista, formada em 1997 pela FIAM - Faculdades Integradas Alcântara Machado. Com experiência nas redações de vários jornais da região e em assessorias de imprensa nas áreas de política, sindical, cidades, entretenimento e serviços públicos.
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