Extensão da Linha 4-Amarela de metrô até Taboão da Serra terá investimento de R$ 4 bilhões
O Governo do Estado de São Paulo e a ViaQuatro assinaram um aditivo contratual para a expansão da Linha 4-Amarela.

O Governo do Estado de São Paulo e a ViaQuatro comemoraram a assinatura de um aditivo contratual para a expansão da Linha 4-Amarela de metrô até Taboão da Serra. A formalização do acordo garante um investimento bilionário para a obra, um projeto considerado um marco para a mobilidade na região metropolitana, que finalmente sairá do papel.
Segundo informou o governo estadual nesta segunda-feira (29), o Termo Aditivo nº 10 ao contrato de concessão formaliza um investimento total de R$ 4,04 bilhões para a implantação do novo trecho. O projeto prevê a extensão da linha em 3,3 km a partir da atual estação Vila Sônia, com a construção de duas novas paradas: Chácara do Jockey e Taboão da Serra. O governo estima que a obra irá gerar mais de 3,7 mil empregos.
O montante de R$ 4 bilhões engloba não apenas as obras civis, mas também a construção de uma subestação de energia, a implantação de todos os sistemas operacionais necessários e a aquisição de seis novos trens para a frota. A previsão para a conclusão do projeto varia de 48 a 64 meses.
De acordo com o governo, a nova ligação metroviária foi projetada para se integrar de forma eficiente ao transporte coletivo da região. Haverá conexões com os terminais de ônibus já existentes em Vila Sônia, São Paulo-Morumbi e Butantã, além do futuro Terminal Taboão da Serra. Com a expansão, a expectativa é incluir mais de 50 mil novos passageiros por dia no sistema de transporte sobre trilhos.
Foto: Reprodução site Governo de SP
O modelo de financiamento é uma parceria público-privada. A concessionária ViaQuatro investirá cerca de R$ 1 bilhão no projeto. Em contrapartida pelo alto volume de investimento, o aditivo contratual estende o prazo de sua concessão em 20 anos. O restante dos recursos, aproximadamente R$ 3 bilhões, virá do Estado, com parte financiada pelo Banco Mundial.
O governo paulista destacou que a contratação seguirá “diretrizes internacionais de anticorrupção, aquisições e reassentamento, alinhadas às normas do Banco” e que a Agência Reguladora de Transportes do Estado (Artesp) será a responsável por fiscalizar e acompanhar cada etapa da obra, desde a construção até a operação do novo trecho.