quinta-feira, 04 de junho de 2026
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Cidades

Frieza e ciúmes: “Domingo Espetacular” expõe detalhes da morte de jovem que comeu bolo em Itapecerica

Reportagem detalha frieza de adolescente que confessou o crime motivado por ciúmes; ela esteve ao lado da família da vítima após a morte.

Por Jenifer Oliveira | Atualizado em: 09/06/2025 10:44
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A dor e a incredulidade pela perda trágica da adolescente Ana Luiza de Oliveira Neves, de 17 anos, que morreu após consumir um bolo de pote envenenado em Itapecerica da Serra na última semana, foram o foco de uma reportagem exibida pelo programa “Domingo Espetacular”, da Record TV, na noite deste domingo (8).

Silvio Ferreira das Neves, pai da jovem, fez um desabafo emocionado sobre a filha, a “menina sonhadora” que estava na “flor da idade”. “Não tenho nem palavras. Minha menina era sonhadora, estava na flor da idade. Você não tem noção do tamanho da dor… Minha única pergunta é por quê?”, disse o pai, viúvo e dedicado às suas três filhas, sendo Ana Luiza a do meio.

Silvio desabafa após morte da filha / Foto: Reprodução/Domingo Espetacular/Record TV

A reportagem revisitou os detalhes do crime, incluindo o depoimento da adolescente de 17 anos que confessou a autoria. Segundo a polícia, a suspeita afirmou ter comprado um bolo em uma doceria na região central da cidade, retornado para casa, aberto a embalagem e adicionado uma substância química conhecida como arsênio, adquirida pela internet por R$ 80. Ela teria feito um brigadeiro branco para cobrir o veneno, escrito um bilhete simulando ser de um admirador secreto e chamado um motoboy para entregar o “presente”.

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Surpresa com a encomenda, Ana Luiza chegou a enviar mensagens de áudio para amigos, demonstrando a inocência com que recebeu o pacote. “Eu não sei, não faço ideia de quem mandou isso. Vou abrir, vou comer. Se eu morrer envenenada, vocês já sabem”, disse a jovem no áudio divulgado.

Ana Luiza ganhou um bolo de pote no sábado, e foi parar no hospital /Fotos: Reprodução

Menos de 20 minutos após consumir o doce, Ana Luiza começou a apresentar sintomas. Foi levada duas vezes ao Hospital Geral de Itapecerica da Serra. Na primeira vez, no sábado (31) à noite, com dor de cabeça, vômito, tontura e fraqueza, foi diagnosticada com intoxicação alimentar, medicada e liberada. No domingo (1º), seu estado de saúde piorou drasticamente, e ela já chegou sem vida ao hospital. Ana Luiza foi sepultada sob forte comoção na última terça-feira.

Frieza e motivação

O caso, inicialmente registrado como morte suspeita, ganhou novos contornos quando a polícia descobriu que outra adolescente, amiga de Ana Luiza, havia sido internada por intoxicação 15 dias antes, após também receber um bolo de pote com um bilhete de um suposto admirador secreto. “Comi o bolo inteiro e assim que terminei de comer, comecei a passar muito mal. Fui para o hospital e fui atendida na emergência”, relatou a outra vítima, que se recuperou.

A investigação chegou até a suspeita após análise de imagens de câmeras de monitoramento, levando até o motoboy que fez a entrega. Foi ele quem detalhou à polícia o endereço de onde retirou a encomenda e a aparência da pessoa que entregou o pacote.

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Em depoimento, a adolescente confessou os dois crimes, alegando que o motivo seria ciúmes. Segundo ela, a primeira vítima teria feito com que dois de seus namorados a deixassem para ficar com ela. Em relação a Ana Luiza, a motivação também teria sido ciúmes.

Ao “Domingo Espetacular”, o delegado responsável pelo caso destacou a frieza da suspeita durante o depoimento: “Ela foi muito fria na narrativa dela, demonstrou estar mais preocupada com a repercussão do caso do que com a morte da vítima”.

Chocantemente, a adolescente que confessou o crime dormiu na casa da família de Ana Luiza e esteve ao lado deles após a morte da jovem. “Estava tranquila, ficou aqui o tempo todinho acompanhando a tragédia. Depois que minha filha faleceu, ela me abraçou e me beijou dizendo que iria ficar tudo bem”, relatou o pai da vítima.

A adolescente que confessou a morte de Ana Luiza completará 18 anos em agosto. O advogado Caio Fonseca, em entrevista à reportagem, explicou as implicações legais: “Se ela fosse maior, a pena seria de 12 a 30 anos. Como ela é menor de idade, essa pena será de no máximo 3 anos. Deve ficar internada até uns 20 anos dela e quando sair, tem a ficha limpa. Porque, como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê, como não é tratado como crime do Código Penal, ela não pode ter a ficha criminal”.

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Assista à reportagem completa:

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Escrito por

Jenifer Oliveira

Jenifer Oliveira é editora do Portal Visão Oeste. Jornalista formada pela Universidade Nove de Julho, atua na imprensa regional desde 2016. Com expertise em jornalismo digital, acumula experiências na redação e edição de texto, reportagem e assessoria de imprensa e comunicação.
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