Funcionários do Hospital de Carapicuíba aprovam greve para semana que vem
A paralisação, marcada para 2 de julho, ocorre após a gestora do hospital, a Fundação do ABC, se recusar a negociar um acordo coletivo específico para a unidade, alegando que aguardará a convenção geral.

Em assembleia realizada nesta sexta-feira (27), os trabalhadores do Hospital Geral de Carapicuíba (HGC) decidiram por unanimidade iniciar uma greve a partir das 6h da próxima quarta-feira, 2 de julho. A mobilização, conduzida pelo Sindicato Único dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Osasco e Região (SUEESSOR), é uma resposta direta à postura da Fundação do ABC (FUABC), que administra o hospital.
Segundo o sindicato, a FUABC se recusou a negociar a proposta de acordo coletivo apresentada em 5 de junho, afirmando que irá esperar o fechamento da convenção coletiva geral do setor para o período 2025/2026. Para o vice-presidente do SUEESSOR, Juarez Henrique de Paulo, essa decisão ignora as necessidades específicas dos profissionais do HGC. “Infelizmente, é uma das poucas instituições que optam por não negociar melhores condições àqueles que estão na linha de frente”, afirmou.
A pauta de reivindicações inclui o estabelecimento de um piso salarial de R$ 1.904,00, reajuste de 5,32%, adicional noturno de 40% para todas as escalas e o fim da jornada 6×1. Além disso, os trabalhadores pedem a adequação salarial para funcionários da cozinha e limpeza, que estariam recebendo abaixo do salário mínimo, e o fornecimento de refeições gratuitas.
O presidente do sindicato, Antonio Gervásio Rodrigues, ressaltou que a luta vai além dos salários, tratando-se de “dignidade e respeito”. O aviso de greve já foi protocolado junto à FUABC, reforçando o lema da mobilização: “Se não negociar, o HGC vai parar!”.
Procurada, a FUABC não respondeu aos questionamentos da reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.