segunda-feira, 31 de agosto de 2026
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Barueri

Gaeco investiga escolta de carga pela Polícia Civil após apreensão em Barueri

Esquema envolvia cobrança de R$ 700 mil em propina para liberação e proteção de eletrônicos avaliados em mais de R$ 1 milhão.

Por Soraia Sene | Atualizado em: 31/08/2026 11:41 Siga-nos no Google News
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Uma investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público revelou um esquema de extorsão e escolta ilegal praticado por policiais civis de São Paulo, tendo como um de seus episódios centrais uma apreensão ocorrida em Barueri em agosto de 2024. De acordo com os relatórios obtidos, os agentes interceptavam caminhões com mercadorias de descaminho, exigiam pagamentos para liberar a carga e chegavam a utilizar viaturas oficiais para escoltar os veículos após o recebimento dos valores.

No caso registrado em Barueri, a carga de eletrônicos foi avaliada em cerca de US 191 mil (aproximadamente R$ 1,04 milhão na cotação da época). Para permitir o “resgate” da mercadoria, os policiais teriam fechado um acordo de R$ 700 mil, pagos por meio de transferências bancárias e em espécie. Documentos da investigação indicam que, na manhã de 1º de setembro, o advogado Sidiclei da Costa Almeida, apontado como intermediário, relatou estar sob escolta da Polícia Civil na Rodovia Castello Branco, demonstrando preocupação com possíveis
abordagens da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O padrão identificado pelo Gaeco em ao menos quatro ocorrências entre junho e dezembro de 2024 aponta que os policiais cobravam cerca de 70% do valor estimado dos produtos. Para dar aparência de legalidade à ação, parte da mercadoria era formalmente apreendida, enquanto o restante era devolvido aos proprietários. No total, as vantagens indevidas investigadas somam R$ 2,35 milhões.

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A promotoria afirma que os agentes utilizavam informações privilegiadas e realizavam campanas para interceptar os alvos. Registros de viaturas em uso coincidem com os períodos em que as negociações ilícitas foram realizadas. O esquema transformava a função policial: primeiro, a viatura era usada para parar o caminhão e, após o pagamento da propina, passava a atuar na proteção da carga contra novas abordagens.

 

 

*Com informações do Metrópoles

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Escrito por

Soraia Sene

Jornalista, formada em 1997 pela FIAM - Faculdades Integradas Alcântara Machado. Com experiência nas redações de vários jornais da região e em assessorias de imprensa nas áreas de política, sindical, cidades, entretenimento e serviços públicos.
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