quarta-feira, 03 de junho de 2026
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Barueri

“Gatinha da Cracolândia” presa em Barueri nega ser traficante: “ia só pra comprar”

Direto da penitenciária, a jovem comentou sua prisão e negou as acusações da polícia: "Não sou nada do que mostraram, nada do que falaram".

Por Jenifer Oliveira | Atualizado em: 21/09/2021 12:14 Siga-nos no Google News
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Lorraine Bauer Romeiro, de 19 anos, que ficou conhecida como “Gatinha da Cracolândia”, declarou ser usuária de drogas, mas que não é traficante, como acusa a Polícia Civil. “Não sou nada do que mostraram, nada do que falaram que sou”, declarou a jovem presa em Barueri, onde mora, em entrevista a Roberto Cabrini, exibida ontem (19), no “Domingo Espetacular”, da Record TV.

Pela primeira vez, direto do presídio feminino de Franco da Rocha, Lorraine apareceu na mídia para comentar sua prisão, em julho. A modelo negou estar envolvida com o tráfico de drogas na região da Cracolândia. “Não [sou traficante]. Sou usuária. […] Já usei ‘bala’, cocaína, lança-perfume e maconha”, disse. “Nunca vendi, só ia [na Cracolândia] para comprar”, continuou.

A jovem moradora de Barueri disse que usou drogas pela primeira vez quando tinha entre 14 e 15 anos. “Uma vez, me ofereceram maconha e acabei fumando. Eu acabei gostando da sensação, e aí, no outro dia, queria de novo e de novo. Foi aí que percebi que tinha virado dependente”, revelou.

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Do castelo ao beco

Segundo a mãe e o irmão mais novo, Lorruam Bauer, Lorraine tinha uma vida confortável. Desde a morte do pai, em um assalto em Barueri em 2014, a mãe se esforçava para oferecer o melhor aos filhos. “Perdemos nosso pai há 7 anos e, desde então, minha mãe sempre fez de tudo por nós, uma mulher guerreira e idônea”, disse o irmão.

gatinha da cracolândia

Reprodução / Instagram

Nas redes sociais, a Gatinha da Cracolândia ostentava uma vida de luxo, com diversas viagens. “Sempre gostei muito de tirar foto, gravar vídeo, criei o meu Instagram e como era modelo, fazia ensaio, ia postando e foi aí que comecei a ganhar seguidor”, lembrou a jovem, que negou usar as redes sociais para esconder uma suposta vida no crime.

A jovem cumpria prisão domiciliar por ter uma filha pequena, quando foi detida novamente sob acusação de continuar traficando drogas. Segundo a Polícia Civil, ela vestia roupas largas e capuz para não ser reconhecida durante suas visitas à Cracolândia. Segundo investigações, a “Gatinha da Cracolândia” lucrava em média R$ 6 mil por dia com o tráfico de drogas. Lorraine nega.

Ainda na entrevista, Lorraine se emocionou ao ser questionada por Cabrini sobre como pretende contar sua história à filha: “Sinceramente, não sei ainda. O tempo vai me ensinar. Vou usar de exemplo para ela não seguir. Vou usar de exemplo o que fiz com a minha vida”, declarou.

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A jovem garante que é inocente: “Tudo que está acontecendo na minha vida é uma injustiça. Se eu estivesse pagando por coisas que eu fiz, estaria com o coração mais tranquilo. A pior coisa do mundo é ser acusada por coisas que você não fez. Nada daquilo era meu. Não sou chefe de crime de tráfico nenhum”.

Escrito por

Jenifer Oliveira

Jenifer Oliveira é editora do Portal Visão Oeste. Jornalista formada pela Universidade Nove de Julho, atua na imprensa regional desde 2016. Com expertise em jornalismo digital, acumula experiências na redação e edição de texto, reportagem e assessoria de imprensa e comunicação.
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