quinta-feira, 04 de junho de 2026
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Brasil

Haddad confirma que deixará o Ministério da Fazenda em fevereiro de 2026

A decisão, segundo ele, foi tomada para que possa se dedicar integralmente à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma atividade que considera incompatível com as responsabilidades do cargo.

Por Redação | Atualizado em: 19/12/2025 09:30
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou nesta quinta-feira (18) que deixará o comando da pasta em fevereiro de 2026. A decisão, segundo ele, foi tomada para que possa se dedicar integralmente à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma atividade que considera incompatível com as responsabilidades do cargo.

Embora a legislação eleitoral exija que ministros que pretendem disputar as eleições deixem seus postos apenas em abril, Haddad explicou que deseja antecipar sua saída para garantir uma transição tranquila para seu sucessor. O objetivo é permitir que o novo ministro tenha tempo hábil para preparar documentos cruciais do início do ano, como o Relatório Bimestral de Receitas e Despesas e o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027.

“Manifestei o desejo de colaborar com a campanha do presidente Lula. E isso é incompatível com os requisitos da Fazenda. Não tem como colaborar com a campanha [eleitoral de 2026] no cargo de ministro da Fazenda”, declarou Haddad durante um café com jornalistas. “Então é nesse sentido que eu conversei com o presidente de que (…) uma troca de comando aqui seria importante”, acrescentou.

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Haddad informou que já comunicou seu desejo a Lula e que esperou a aprovação de pautas econômicas importantes no Congresso, como o orçamento de 2026 e o projeto que reduz incentivos fiscais, para oficializar sua decisão.

O ministro, no entanto, não deu pistas se pretende ser candidato a algum cargo em 2026, limitando-se a dizer que seu foco é colaborar com a campanha presidencial. Sobre a reação de Lula, Haddad relatou que o presidente afirmou que respeitaria a decisão que ele “tomou ou vai tomar”.

Com a Agência Brasil

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