sábado, 18 de julho de 2026
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Cidades

Homem faz namorada abortar sem ela saber

Durante uma relação sexual, Giuliano Trondoli introduziu três comprimidos de um medicamento abortivo na vagina de Tamires S.C sem ela perceber.

Por Redação | Atualizado em: 25/11/2020 13:31 Siga-nos no Google News
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O Ministério Público de São Paulo denunciou um homem por fazer a namorada abortar sem o consentimento dela. Segundo a promotoria, durante uma relação sexual, Giuliano Augusto Trondoli Cunha, de 28 anos, introduziu três comprimidos de um medicamento abortivo na vagina de Tamires S.C sem ela perceber.

No dia seguinte, a mulher, que estava grávida de 13 semanas, acordou com cólicas e sangramento e foi para o hospital, onde descobriu que o feto estava morto. O namorado chegou a ser preso, no último dia 14, mas foi solto após pagar fiança.

“Na noite dos fatos, de maneira premeditada e dissimulando sua verdadeira intenção, o denunciado foi até a casa da namorada e com ela manteve relação sexual. Aproveitando-se da vulnerabilidade advinda do momento de troca sexual, introduziu três comprimidos do medicamento na vagina da vítima, sem o seu conhecimento, violando o corpo da companheira”, relata a Promotoria, segundo o portal “R7”.

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Tamires e Giuliano namoravam desde o começo do ano e ele soube da gravidez em setembro. Ela afirma que o namorado “demonstrava estar interessado na gestação”.

Sobre a forma como o namorado introduziu os comprimidos abortivos, ela contou, ao portal “Catraca Livre”: “Em algum momento enquanto ele fazia sexo oral, ele colocou os comprimidos sem me avisar, eu só senti o dedo, e isso era uma prática normal da gente. Nada mudou aquela noite. Sabe? Terminamos, conversamos e dormimos juntos como se nada tivesse acontecido”.

Em depoimento, o namorado admitiu o crime. Segundo o boletim de ocorrência, Giuliano declarou que estava “incomodado com o fato de Tamires querer manter a gravidez e adquiriu os comprimidos Citotec pela internet”. Ele também declarou que está arrependido.

Além da denúncia, o promotor Neudival Mascarenhas Filho solicitou à Justiça uma medida protetiva de urgência com o objetivo de impedir que o homem se aproxime da vítima, de seus familiares ou de testemunhas do caso.

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