Homem tortura ex-mulher grávida em Barueri e foge com a filha do casal
Segundo a vítima, agressões aconteceram em uma hospedaria e só terminaram quando o homem acreditou que ela estava morta

Conteúdo sensível: esta matéria aborda violência doméstica, cárcere privado e agressão física.*
Aos 34 anos, Jessika Ferreira da Silva relata ter vivido cerca de 12 horas de agressões e cárcere privado em uma hospedaria de Barueri, na Grande São Paulo. Em entrevista ao jornal “Fala Brasil”, da Record, a vítima, que está grávida de dois meses do atual companheiro, afirma que foi levada pelo ex-marido até o local, acompanhada da filha de 10 anos.
A mulher conta que foi agredida durante a madrugada, sofreu golpes no rosto e na região dos olhos e passou por tentativas de estrangulamento. Em um dos momentos de violência, segundo seu relato, o homem se sentou sobre sua barriga.
“Ele em cima da minha barriga sentado, me estrangulando e com o dedo no meu olho, aí eu desmaiei.”
O caso começou quando Jessika e a filha caminhavam por uma rua e teriam sido abordadas pelo homem, que estaria armado. As duas foram levadas até uma hospedaria em Barueri, onde o suspeito teria feito o registro de entrada afirmando que se tratava de uma hospedagem familiar.
Agressões duraram horas
No quarto, o homem teria esperado a filha dormir para iniciar as agressões. A vítima relatou que foi espancada, sufocada e atingida principalmente na região dos olhos e da barriga.
Durante as agressões, o homem teria dito que ela não teria o bebê e usado água fria para fazê-la recuperar a consciência após os desmaios. A violência teria terminado quando o agressor acreditou que Jessika estava morta. Ele deixou a hospedaria levando a filha de 10 anos.
Depois de recuperar a consciência, a mulher conseguiu pedir socorro. O proprietário do estabelecimento a encontrou e acionou ajuda. Jessika foi levada para atendimento médico.
Criança continua desaparecida
Após deixar a hospedaria, segundo as informações divulgadas, o homem teria passado a fazer ligações e enviar mensagens à família. Ele teria condicionado a devolução da filha à retirada de boletins de ocorrência registrados anteriormente contra ele.
Jessika afirma que foi casada com o suspeito durante 11 anos e que já havia registrado quatro boletins de ocorrência por violência doméstica, além de possuir uma medida protetiva que, segundo o relato, teria sido descumprida.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, a Polícia Civil expediu mandado de prisão preventiva contra o homem e uma ordem de busca e apreensão para localizar a criança. Até a publicação da reportagem consultada, os dois ainda não haviam sido encontrados.