quinta-feira, 02 de julho de 2026
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Cidades

“Humilhação não é entretenimento”, afirma TST após polêmica com Viih Tube e Eliezer

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) alerta que a exposição de empregados a humilhações caracteriza assédio moral; funcionários saem em defesa do casal após "onda de cancelamento".

Por Jenifer Oliveira | Atualizado em: 02/07/2026 13:27 Siga-nos no Google News
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O Tribunal Superior do Trabalho (TST) publicou um comunicado em suas redes sociais sobre o respeito no ambiente laboral. A manifestação da corte ocorre logo após a forte repercussão negativa do reality show “As Patroas”, produzido pelos influenciadores Viih Tube e Eliezer em sua mansão na Granja Viana, em Cotia.

Sem mencionar o casal de ex-BBBs, a postagem do TST destaca que a exposição de trabalhadores a situações humilhantes ou constrangedoras pode configurar assédio moral e violar direitos fundamentais. “Humilhação não é entretenimento. No ambiente de trabalho, inclusive no doméstico, respeito é dever”, afirma o texto.

O tribunal reforçou que a Constituição Federal protege a dignidade da pessoa humana e que a Justiça reconhece a responsabilização por condutas abusivas.

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Entenda a polêmica

O programa idealizado pelo casal colocava 11 funcionários da residência em uma disputa por prêmios como dinheiro, folgas remuneradas e uma motocicleta. As críticas ganharam força após a exibição do primeiro episódio, no qual os participantes precisaram localizar moedas de plástico escondidas em vasos sanitários e lixeiras com papéis higiênicos usados.

Em um dos trechos, o motorista da família demonstrou desconforto com a dinâmica. “Pelo amor de Deus da misericórdia, dentro do vaso?”, questionou o trabalhador. Outro ponto controverso foi a exigência de presença nas gravações para todos os colaboradores, sob pena de eliminação imediata do concurso.

Reação parlamentar

A deputada estadual Ediane Maria (PSOL) usou as redes sociais para informar que protocolou uma representação no Ministério Público do Trabalho (MPT) contra os influenciadores. A parlamentar classificou a atração como “inaceitável” e afirmou que transformar trabalhadores em entretenimento para gerar audiência é uma “face cruel da desumanização”. No documento, ela pede a apuração dos fatos por possível assédio moral organizacional.

Defesa e remoção do conteúdo

Apesar das críticas, parte da equipe do casal saiu em defesa dos patrões. Em vídeo publicado nas redes sociais, a funcionária Ediléia Santana afirmou que o grupo participou de forma voluntária e que todos recebem bom tratamento na residência. Segundo ela, as gincanas foram uma oportunidade de ganho extra e diversão entre os colegas.

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Viih Tube e Eliezer optaram pela remoção do conteúdo.

Escrito por

Jenifer Oliveira

Jenifer Oliveira é editora do Portal Visão Oeste. Jornalista formada pela Universidade Nove de Julho, atua na imprensa regional desde 2016. Com expertise em jornalismo digital, acumula experiências na redação e edição de texto, reportagem e assessoria de imprensa e comunicação.
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