terça-feira, 30 de junho de 2026
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Cidades

Implantação de polo gastronômico no Parque Cemucam gera debate e mobilização contra o projeto

Proposta da Prefeitura de São Paulo para concessão comercial no parque de Cotia é alvo de abaixo-assinados que alertam para impactos ambientais e falta de diálogo

Por Soraia Sene | Atualizado em: 30/06/2026 09:04
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A Prefeitura de São Paulo, por meio das secretarias do Verde e do Meio Ambiente e de Desestatização e Parcerias, abriu uma consulta pública para implementar polos gastronômicos em 46 parques municipais. Entre as áreas contempladas está o Parque Cemucam, localizado em Cotia, que faz parte do grupo de cinco parques selecionados para receber estruturas permanentes de alvenaria, com permissão de uso de até 10 anos para empresas do setor.

Segundo a administração municipal da capital, o objetivo é valorizar os espaços, modernizar equipamentos e estimular a economia local. O secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Rodrigo Ashiuchi, afirma que a medida amplia as possibilidades de uso sem comprometer a preservação. No entanto, o projeto enfrenta forte resistência de frequentadores, moradores e entidades civis, que se organizam por meio de manifestos e abaixo-assinados, como o movimento “Defenda o Cemucam”.

Os críticos da medida argumentam que o parque é um patrimônio ambiental e não deve ser transformado em um “shopping center a céu aberto”. Entre as principais preocupações citadas em abaixo-assinados que estão circulando é o aumento na circulação de veículos, a maior geração de resíduos, a pressão sobre a infraestrutura e a descaracterização do espaço de lazer e natureza. A “Carta-Manifesto sobre o Projeto de Comércio de Alimentos” destaca ainda que a proposta configura um processo de privatização e gentrificação, ignorando o contexto de emergência climática em que a proteção das áreas verdes deveria ser prioridade.

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Outro ponto central da contestação é a alegada falta de diálogo, com a ausência de consulta prévia aos conselhos gestores dos parques. Diversas associações, como o Fórum Verde Permanente e a Rede Nosso Parque, reivindicam a suspensão imediata do projeto para que ocorra um debate público amplo.

 

 

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Escrito por

Soraia Sene

Jornalista, formada em 1997 pela FIAM - Faculdades Integradas Alcântara Machado. Com experiência nas redações de vários jornais da região e em assessorias de imprensa nas áreas de política, sindical, cidades, entretenimento e serviços públicos.
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