Jovem agredido por segurança no trem em Osasco diz que vai processar a CPTM
Além da agressão, rapaz diz que foi vítima de racismo por ter sido chamado de "branquelo azedo".
Após ter sido agredido por um segurança da CPTM, em Osasco, Rodrigo Ferraz Vieira, de 23 anos, afirmou que vai processar a companhia por danos morais e racismo. O caso aconteceu no sábado (24), na Linha 9.
Rodrigo contou que retirou a máscara por alguns instantes por sentir uma falta de ar. Ele afirma ter colocado a máscara novamente assim que viu o segurança entrando no vagão, mas o fiscal teria dito que a máscara estava colocada de forma errada e teria dado uma série de tapinhas em seu rosto.
O passageiro reagiu e foi tirar satisfações com o segurança. Nesse momento, começaram uma luta corporal e Rodrigo foi imobilizado contra a parede do trem e recebe socos do segurança. A confusão foi registrada por outro passageiro que presenciou a briga. “Eu só queria me defender, principalmente porque eu estava com minha namorada do meu lado”, disse Rodrigo, à reportagem do “Primeiro Impacto”, no SBT.
Indignado com o ocorrido e com vários hematomas no rosto, o jovem disse que vai entrar com processo judicial. “Vou entrar com processo em cima da CPTM, em cima da empresa em que ele [o segurança] trabalha e vou entrar com processo por danos morais e por racismo também”, disse Rodrigo. “Ele [o segurança] era da cor negra e como eu sou da cor branca, ele me chamou de ‘branquelo azedo’”, continuou.
Em nota, a CPTM afirmou que o vigilante, de uma empresa terceirizada foi afastado e “em hipótese alguma, poderá prestar serviço à companhia”. Além disso, declarou que “tomará as medidas legais aplicáveis nesta situação, bem como colaborar com a investigação policial” para esclarecer o caso, que foi registrado como lesão corporal no 5° DP de Osasco.