Jovem fica irreconhecível após ser agredida a noite toda pelo marido em Barueri
Agressões motivadas por ciúmes ocorreram na presença de duas crianças e Roselaine, que já havia pedido medida protetiva contra Alisson, aguarda os ferimentos desincharem para ver a extensão das sequelas.
Roselaine, uma jovem de 25 anos, acordou em um hospital com o rosto desfigurado e irreconhecível. Ela passou a noite inteira apanhando do próprio marido, Alisson, em Barueri.
O casal vivia junto há cerca de um ano e meio. As agressões foram motivadas por mais uma crise de ciúmes de Alisson, um homem que é descrito como “extremamente ciumento”. As cenas de violência ocorreram na residência do casal na presença de duas crianças: o filho de Roseline, de 5 anos, fruto de outro relacionamento, e o bebê de 5 meses, filho do casal. Segundo o depoimento dela, que já está em posse da polícia, as crianças presenciaram toda a agressão.
Quando Roselaine já estava irreconhecível, Alisson ligou para a irmã confessando o que tinha feito. A irmã se dirigiu à casa e encontrou o casal, com Alisson abraçado à esposa e pedindo perdão. Imediatamente, a irmã acionou tanto a polícia quanto o Samu para prestar socorro. Ela também ligou para a mãe de Roselaine, que ao chegar ao local, encontrou a filha sobre a cama com o rosto “muito deformado” e Alisson já algemado.
Alisson foi detido e levado para a Delegacia da Defesa da Mulher (DDM). No entanto, ao chegar à delegacia, ele optou por ficar em silêncio.
O homem foi preso preventivamente e está sendo investigado por ameaça, violência doméstica e tentativa de feminicídio. Foi constatado ainda que Alisson já possui dois Boletins de Ocorrência (BOs) e antecedentes de violência doméstica.
Na delegacia, Alisson descobriu que Roselaine já tinha pedido uma medida protetiva contra ele, embora ele não tivesse conhecimento dessa decisão judicial.
Devido à brutalidade dos ataques, a jovem se lembra apenas de partes do ocorrido.
Em seu depoimento, ela relatou que começou a discutir com ele, mas não lembra o motivo da briga. A última coisa que ela consegue recordar é de sua cabeça batendo na parede, antes de “apagar”.
Os médicos aguardam que o rosto da jovem desinche para poder avaliar se haverá sequelas permanentes decorrentes das horas de agressão.
*Com informações da Record TV