Juiz de Barueri é investigado pelo CNJ após leilão da mansão de Cafu
Magistrado Bruno Paes Straforini é alvo de reclamação disciplinar por suposta relação imprópria com leiloeiro e irregularidades em nomeações judiciais.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu uma investigação contra o juiz Bruno Paes Straforini, titular da 1ª Vara Cível da Comarca de Barueri e ex-diretor do Fórum local. A decisão, proferida pelo Corregedor Nacional de Justiça, Mauro Campbell, fundamenta-se na gravidade de denúncias apresentadas pela defesa do ex-jogador de futebol Cafu, após o magistrado determinar o leilão de sua mansão por R$ 20 milhões — metade do valor de avaliação de R$ 40 milhões.
Na reclamação disciplinar, os advogados de Cafu sustentam que Straforini manteria uma “relação imprópria” com o leiloeiro do imóvel, Denys Pyerre de Oliveira. Segundo o Corregedor, documentos indicam a concentração de mais de 50 nomeações para o mesmo profissional na 1ª Vara Cível de Barueri, o que violaria a Resolução CNJ n. 236/2016. Além da concentração de serviços, o juiz teria recusado pedidos de substituição do leiloeiro alegando “confiança pessoal” e fixado comissões acima da praxe de mercado.
A investigação também apura informações de que o magistrado teria adquirido dois veículos de luxo da marca Volvo pertencentes ao leiloeiro ou às suas empresas. Campbell destacou ainda que o juiz teria reagido de forma intimidatória contra advogados e jornalistas que reportaram os fatos.
Como parte das diligências, o Corregedor requisitou ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) a relação de processos e comissões pagas a Denys Pyerre de Oliveira nos últimos cinco anos, além da lista de processos em que a esposa do leiloeiro, Bruna Oliveira dos Santos, atua como administradora judicial. Diante da repercussão do caso, Bruno Straforini pediu afastamento do processo de Cafu em fevereiro deste ano e foi transferido para a 2ª Vara Cível de Osasco.
*Com informações do Metrópoles