quinta-feira, 04 de junho de 2026
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Cidades

Justiça condena Estado de São Paulo a indenizar homem que ficou paraplégico em tiroteio em Osasco

Decisão da 8ª Câmara de Direito Público determina pagamento de R$ 80 mil por danos morais e pensão vitalícia a homem baleado durante assalto em Osasco que envolveu um PM de folga

Por Soraia Sene | Atualizado em: 11/06/2025 09:15
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A Justiça de São Paulo condenou o governo estadual a pagar uma indenização de R$ 80 mil por danos morais e uma pensão mensal vitalícia, no valor de um salário mínimo, a um homem que ficou paraplégico após ser baleado durante um tiroteio em um bar de Osasco, em 2016. A troca de tiros envolveu um policial militar de folga e assaltantes.

A decisão, publicada em maio pela 8ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), reverteu uma sentença anterior que havia negado a compensação. Para os desembargadores, o Estado tem responsabilidade objetiva pelas consequências da atuação de seus agentes, mesmo que o projétil não tenha partido da arma do policial.

Segundo o relator do recurso, desembargador Bandeira Lins, o fato de o policial estar à paisana não isenta o Estado, pois ele “agiu nessa exata qualidade” de agente público. “A conduta a que o agente público estava legalmente obrigado contribuiu para o resultado, não sendo possível deixar de impor ao Estado o dever de indenizar”, destacou o magistrado.

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A vítima, que era ajudante de caminhoneiro autônomo, teve lesões permanentes na coluna, com “paraplegia flácida e disfunção neurogênica”, que resultaram em incapacidade laboral total e permanente, conforme comprovado por laudo pericial. A votação foi unânime, com participação dos desembargadores José Maria Câmara Junior e Antonio Celso Faria. A Procuradoria Geral do Estado de São Paulo informou que recorrerá da decisão.

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Escrito por

Soraia Sene

Jornalista, formada em 1997 pela FIAM - Faculdades Integradas Alcântara Machado. Com experiência nas redações de vários jornais da região e em assessorias de imprensa nas áreas de política, sindical, cidades, entretenimento e serviços públicos.
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