quarta-feira, 03 de junho de 2026
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Barueri

Justiça condena militares e civis por desvio de metralhadoras em Barueri

Penas para os nove envolvidos, incluindo quatro militares, chegam a mais de 17 anos de prisão; 22 armas foram levadas da unidade.

Por Soraia Sene | Atualizado em: 10/06/2025 13:47 Siga-nos no Google News
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A Justiça Militar da União em São Paulo condenou nove pessoas, sendo quatro militares do Exército Brasileiro e cinco civis, pelo furto e comercialização de armamentos de grosso calibre do Arsenal de Guerra de Barueri. Os crimes ocorreram no feriado de 7 de setembro de 2023.

As penas mais severas foram aplicadas aos dois ex-cabos do Exército considerados os principais executores do crime, condenados a 17 anos e 4 meses de reclusão por peculato-furto. Entre os cinco civis condenados por comércio ilegal de arma de fogo, as penas chegam a 18 anos de reclusão em regime fechado, além de multa. Os nomes dos condenados não foram revelados.

A investigação apontou que um tenente, chefe da Seção de Inteligência, facilitou a ação ao ordenar que os veículos não fossem revistados na entrada e saída da unidade. Ele foi condenado a 9 meses de detenção. O tenente-coronel que comandava o Arsenal de Guerra na época também foi condenado a seis meses de suspensão do exercício do posto por negligência.

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O crime e a recuperação

O furto do armamento, que inclui 13 metralhadoras de calibre .50 (capazes de derrubar aeronaves), oito de calibre 7,62 e um fuzil, só foi descoberto em 10 de outubro de 2023, durante uma inspeção.

Segundo as investigações, no dia 7 de setembro, os dois cabos arrombaram os cadeados do depósito, desativaram o alarme, colocaram as armas em uma caminhonete e deixaram a unidade sem revista. O arsenal foi entregue a civis para ser repassado a organizações criminosas de São Paulo e Rio de Janeiro.

Das 22 armas subtraídas, 20 foram recuperadas em operações policiais nos municípios do Rio de Janeiro e de São Roque. Duas metralhadoras continuam desaparecidas.

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Escrito por

Soraia Sene

Jornalista, formada em 1997 pela FIAM - Faculdades Integradas Alcântara Machado. Com experiência nas redações de vários jornais da região e em assessorias de imprensa nas áreas de política, sindical, cidades, entretenimento e serviços públicos.
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