quinta-feira, 04 de junho de 2026
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Justiça condena prefeito de Jandira, Paulo Barufi, por irregularidades na Saúde

Prefeito de Jandira, Paulo Barufi, foi condenado por improbidade administrativa por irregularidades em contratos na área da Saúde.

Por Redação | Atualizado em: 04/07/2020 18:26
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O prefeito de Jandira, Paulo Barufi, foi condenado por improbidade administrativa por irregularidades em contratos na área da Saúde relacionados ao ano de 2017. A decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo foi publicada na quinta-feira (2).

A decisão é resultado de uma ação ajuizada pelo Ministério Público estadual contra o prefeito Paulo Barufi, a ex-secretária de Saúde, Jaqueline Pascali e a Federação Nacional das Entidades Sociais e Comunitárias paulo bar(FENAESC). Na ação, o MP alega a existência de improbidade administrativa em contratos de 2017.

Na época, a Prefeitura contratou a FENAESC para realizar o atendimento básico de saúde no município sem licitação. A dispensa da licitação foi justificada pela administração municipal com a rescisão de contrato da IAGES, que era responsável pela gestão do hospital municipal.

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A Prefeitura teria autorizado um repasse de R$ 1,75 milhão para a entidade, que já era investigada por desvio de recursos no município de Cajamar. Na época, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou irregularidades no contrato, declarou sua nulidade e multou o prefeito.

Prefeitura de Jandira “não observou cautelas mínimas”, diz MP

O Ministério Público diz que a Prefeitura “não observou as cautelas mínimas” para a contratação da empresa. Entre as irregularidades apresentadas pelo MP, a FENAESC, que era alvo de investigações por causar danos aos cofres públicas de Cajamar, chegou a apresentar comprovante de endereço falso na época da contratação.

Um relatório da Comissão de Acompanhamento e Avaliação do contrato mostrou desvio de dinheiro público durante os 57 dias de vigência do contrato. “A entidade declarou despesas no total de R$ 2.322.401,29, das quais foram aprovadas R$ 969.634,60. Como havia sido realizado apenas um repasse de R$ 1.750.000, a comissão concluiu que o prejuízo sofrido pelo município foi de R$ 780.365,40”, diz o texto.

“Não há dúvida de que a FENAESC agiu com má-fé tanto no procedimento para obter a qualificação de organização social, quanto na celebração e na execução do contrato de gestão”, diz a decisão. A entidade também foi condenada por aplicar indevidamente os recursos recebidos “não observando os procedimentos legais exigidos para contratação de terceiros e realizando despesas em valores evidentemente superfaturados”.

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A decisão diz que o desvio de recursos foi possível porque o prefeito Paulo Barufi e a então secretária da Saúde, Jaqueline Pascali, não certificaram a idoneidade da empresa, além de fazer repasses sem prévia comprovação da finalidade dos recursos e não exigirem procedimentos legais para contratação de terceiros por parte da FENAESC.

Defesa

Ao TCE, Paulo Barufi e Jaqueline Pascali negaram a existência de improbidade administrativa e reforçaram a necessidade da contratação imediata de uma empresa para dar continuidade dos serviços de saúde o município.

Sobre o desvio de dinheiro praticado pela FENAESC, ambos afirmaram que foram as providências cabíveis para a rescisão do contrato e a suspensão dos pagamentos à entidade. Negaram ainda terem agido de má-fé, o que configuraria a improbidade administrativa. Cabe recurso da decisão.

Suspeita de superfaturamento em materiais de combate à covid-19

A Prefeitura de Jandira é alvo de outra investigação do Ministério público estadual. O inquérito apura supostas irregularidades na contratação de empresa gestora do Centro de Combate ao Coronavírus e superfaturamento em compras de equipamentos para profissionais da saúde.

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Segundo mostrou uma reportagem do “SPTV”, da TV Globo, no início de junho, entre os alvo das investigações estão a compra de 4 mil máscaras n95 por R$ 196 mil. Ou seja, cada máscara saiu por R$ 49.

A Prefeitura de Jandira disse que a contratação da empresa foi feita dentro da lei. As irregularidades nas compras dos equipamentos também foi negada. Segundo a administração municipal, o valor pago foi o menor do mercado, diante da escassez do produto causada pela pandemia.

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