sábado, 18 de julho de 2026
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Carapicuíba

Justiça de Carapicuíba paralisa megaprojeto imobiliário no Portal da Fazendinha

Justiça de Carapicuíba paralisa megaprojeto imobiliário no Portal da Fazendinha após denúncia de devastação da Mata Atlântica

Por Soraia Sene | Atualizado em: 15/10/2025 11:27
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O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, através da 2ª Vara Cível de Carapicuíba, emitiu uma decisão bombástica que determina a imediata paralisação de todas as atividades de supressão vegetal, terraplenagem e movimentação de solo no “Loteamento Portal da Fazendinha”. A medida liminar atende a uma Ação Civil Pública movida pelo Instituto Nina Rosa – Projetos por Amor à Vida, que denunciou a devastação de um remanescente de Mata Atlântica de aproximadamente 201 hectares na região da Fazendinha.

A decisão, proferida no dia 9 de outubro suspende a eficácia de todas as licenças e autorizações concedidas que se mostrem incompatíveis com a Lei da Mata Atlântica e as normas de proteção à fauna e flora. O Ministério Público manifestou-se favoravelmente à tutela de urgência, corroborando as alegações de que a intervenção ocorre sem um plano adequado de manejo e resgate de fauna, configurando, em tese, a prática de crueldade contra animais e a omissão dos entes públicos no dever de fiscalizar. A multa diária por descumprimento foi fixada em R$ 100.000,00.

Construtoras  rebatem acusação 

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As empresas Construtora Moisés Nigri e JSZ Engenharia e Empreendimentos Imobiliários Ltda., responsáveis pelo “Loteamento Portal da Fazendinha” em Carapicuíba, divulgaram uma nota à imprensa rebatendo as acusações de devastação da Mata Atlântica que levaram à suspensão judicial do empreendimento. As construtoras afirmam seu “integral e inabalável respeito pelas instituições, Poder Judiciário, órgãos ambientais e sociedade civil”.

Em sua defesa, as empresas declaram que o empreendimento foi concebido e está sendo executado em “estrita observância das normas aplicáveis ao uso e ocupação do solo”, seguindo todas as orientações e exigências dos órgãos ambientais. Elas destacam um “compromisso ambiental estrutural” com faixas verdes de proteção e corredores ecológicos, além de terem adquirido e averbado um imóvel com abundante vegetação para compensação ambiental. As construtoras se colocam à disposição das autoridades para fornecer informações adicionais e ajustar procedimentos, reforçando a convicção de que prevalecerá uma solução que harmonize segurança jurídica, proteção ambiental e desenvolvimento econômico sustentável.

 

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Escrito por

Soraia Sene

Jornalista, formada em 1997 pela FIAM - Faculdades Integradas Alcântara Machado. Com experiência nas redações de vários jornais da região e em assessorias de imprensa nas áreas de política, sindical, cidades, entretenimento e serviços públicos.
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