sábado, 18 de julho de 2026
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Cidades

Justiça determina que Jandira implemente CAPSi Infantojuvenil em até 180 dias

Decisão atende pedido do Ministério Público após prefeitura descumprir sucessivas promessas de inauguração do serviço ao longo de 2025

Por Soraia Sene | Atualizado em: 02/03/2026 17:52 Siga-nos no Google News
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O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou, em decisão liminar proferida na última terça-feira (24), que a Prefeitura de Jandira implemente e coloque em funcionamento o Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi) no prazo máximo de 180 dias. A medida atende a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público (MPSP), que aponta omissão da administração municipal no atendimento à saúde mental de crianças e adolescentes.

Segundo o promotor de Justiça Diego Dutra Goulart, Jandira possui aproximadamente 128 mil habitantes — quase o dobro do mínimo exigido pelo Ministério da Saúde para a obrigatoriedade do serviço —, mas nunca disponibilizou a unidade. Atualmente, o atendimento é realizado de forma precária no Centro de Reabilitação Humana (CRH), limitando-se a consultas psiquiátricas. Casos mais graves são encaminhados informalmente ao CAPSi de Barueri, sem convênio formal.

Histórico de promessas descumpridas
A investigação do MPSP revelou que a prefeitura prometeu a inauguração do CAPSi por quatro vezes durante o ano de 2025 (nos meses de maio, julho, setembro e outubro), mas os prazos nunca foram cumpridos. Em janeiro de 2026, a administração admitiu que o serviço não foi inaugurado e não apresentou nova previsão, o que motivou o ajuizamento da ação.

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Embora a liminar tenha sido indeferida em primeiro grau, o desembargador Marcelo Semer, da 10ª Câmara de Direito Público do TJSP, acolheu o agravo do Ministério Público. O magistrado destacou que o reiterado descumprimento de prazos indica a necessidade de imposição judicial para assegurar direitos fundamentais.

Para o promotor Diego Dutra Goulart, a decisão é uma vitória contra o cenário de desassistência de jovens com depressão grave, transtornos psicóticos e problemas com álcool e drogas. O Ministério Público informou que seguirá acompanhando o cumprimento da ordem, que prevê multa em caso de novo descumprimento por parte da prefeitura.

A prefeitura de Jandira foi questionada sobre a determinação, e o espaço segue aberto para manifestações.

Escrito por

Soraia Sene

Jornalista, formada em 1997 pela FIAM - Faculdades Integradas Alcântara Machado. Com experiência nas redações de vários jornais da região e em assessorias de imprensa nas áreas de política, sindical, cidades, entretenimento e serviços públicos.
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