Laudo descarta transtorno mental de acusado de matar enteada em Barueri
Perícia do Imesc conclui que Diego Antonio Sanches Magalhães tinha plena consciência de seus atos ao desferir 16 facadas em Larissa Manuela, de 10 anos.

Um laudo de perícia psiquiátrica elaborado pelo Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc) concluiu que Diego Antonio Sanches Magalhães, de 32 anos, não sofria de qualquer doença mental no momento em que assassinou sua enteada, Larissa Manuela Santos de Lucena, de 10 anos. O exame, realizado em novembro de 2025 a pedido da 2ª Vara Criminal do Foro de Barueri, descartou a condição de inimputabilidade ou semi-imputabilidade do acusado.
De acordo com o documento, Diego estava consciente, atento e plenamente orientado durante a avaliação, apresentando raciocínio lógico e sem sinais de alterações na percepção da realidade. Embora o perito tenha identificado traços de egocentrismo e carência de empatia na personalidade do montador de móveis, o laudo enfatiza que tais características não configuram patologia mental nem indicam a necessidade de internação ou tratamento ambulatorial.
O crime ocorreu em 12 de junho de 2025, no Jardim Tupã, em Barueri. Larissa Manuela foi encontrada morta em sua cama com 16 ferimentos provocados por faca, concentrados principalmente no pescoço, face e tórax. As investigações indicaram que a criança possivelmente estava dormindo quando foi atacada. Diego, que mantinha um relacionamento de 11 meses com a mãe da vítima, confessou a autoria do homicídio em 23 de junho do mesmo ano.
Em seu depoimento, o réu alegou ter “perdido a cabeça” após a enteada tê-lo chamado de “corno” durante uma conversa. Diego relatou ter pego uma faca na cozinha e desferido os golpes contra a menina, descartando a arma em uma lixeira logo em seguida. Ele permanece preso preventivamente, e a assistência de acusação da família da vítima aguarda agora o julgamento do caso.
*Com informações do G1