Linha 22-Marrom do Metrô avança com desapropriações para projeto que vai atender Cotia e Osasco
Resolução da Secretaria de Parcerias em Investimentos declara imóveis de utilidade pública para implantação de estações e elevados no eixo que ligará a capital às cidades da Região Metropolitana.

O projeto da Linha 22-Marrom do Metrô, que vai atender as cidades de Cotia e Osasco, teve um avanço administrativo com a publicação da Resolução SPI nº 103, emitida pela Secretaria de Parcerias em Investimentos do Estado de São Paulo. A medida declara de utilidade pública, para fins de desapropriação, ocupação temporária ou instituição de servidão, uma série de imóveis necessários para a implantação das futuras estações, elevados e vias operacionais do sistema metroviário.
A resolução oficializa as áreas destinadas ao trecho compreendido entre a Rua Veríssimo Glória e a Rua Major Walter Carlson. Os imóveis e terrenos delimitados na capital paulista situam-se em bairros estratégicos como Perdizes, Jardim Paulista, Pinheiros, Butantã, Rio Pequeno e Raposo Tavares, corredor que estabelece a diretriz de traçado em direção aos municípios de Osasco e Cotia.
O documento autoriza a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) a efetivar as desapropriações por via amigável ou judicial, conferindo expressa autorização para invocar o caráter de urgência nos processos em juízo. As benfeitorias construídas sobre os terrenos declarados de utilidade pública serão demolidas para viabilizar as obras civis de infraestrutura e garantir o atendimento aos requisitos técnicos de traçado da linha.
Entre as áreas demarcadas pelas plantas anexas à publicação no Diário Oficial, figuram setores contíguos a importantes eixos viários, como a Avenida Doutor Arnaldo, Rua Cardeal Arcoverde, Rua Teodoro Sampaio, Avenida Eusébio Matoso, Avenida Vital Brasil, Avenida Corifeu de Azevedo Marques, Avenida Escola Politécnica, Avenida Rio Pequeno e trechos lindeiros à Rodovia Raposo Tavares, incluindo vias como a Rua Kenkiti Shimomoto, Rua dos Piemonteses e Rua Major Walter Carlson.
As despesas decorrentes das desapropriações serão cobertas com dotações orçamentárias próprias consignadas à Companhia do Metropolitano de São Paulo.