quarta-feira, 03 de junho de 2026
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Microsoft testa recurso que permite ao Copilot monitorar sua tela no Windows 11

Microsoft testa Copilot Vision no Windows 11, permitindo que a IA veja a tela do usuário. Saiba sobre o recurso, privacidade e debates éticos.

Por Redação | Atualizado em: 25/07/2025 19:35
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A Microsoft iniciou os testes com um novo recurso polêmico para o Windows 11, onde o Copilot, a inteligência artificial da Microsoft, pode visualizar todo o conteúdo exibido na tela do usuário. Atualmente, a função está disponível para participantes do programa Windows Insider nos Estados Unidos.

O novo recurso, denominado Copilot Vision, representa uma evolução na interação do usuário com o assistente. Anteriormente, o Copilot já conseguia interagir com aplicativos ou janelas individuais, mas agora essa funcionalidade se expande para toda a área de trabalho.

Para utilizá-lo, o recurso é completamente opcional e requer ativação explícita. O assistente não monitora a tela automaticamente; o usuário precisa deliberadamente compartilhar seu desktop para que a inteligência artificial possa visualizá-lo. A ativação acontece ao entrar em um modo especial dentro do aplicativo Copilot, muitas vezes clicando em um ícone de óculos, e então escolhendo qual aplicativo ou navegador deseja compartilhar.

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O que o Copilot pode fazer com esse acesso

Uma vez ativado, o Copilot consegue ver o que o usuário está vendo e conversar sobre isso em tempo real. Ele pode analisar conteúdos, fornecer insights e responder a perguntas, o que auxilia em diversas tarefas, como obter dicas para projetos criativos, aprimorar um currículo ou receber orientações em um novo jogo.

Durante o compartilhamento, a interface do Copilot Vision flutua acima da barra de tarefas para facilitar o acesso. É importante notar que, por enquanto, o Copilot não consegue manipular diretamente o desktop para executar tarefas, mas pode destacar áreas da tela onde o usuário deve clicar ou guiá-lo passo a passo para concluir uma atividade.

As garantias de privacidade da Microsoft

O Copilot Vision no Windows 11 pode ser comparado a ter um olho digital muito capaz na sua tela, pronto para oferecer ajuda baseada no que ele “vê”. Contudo, como qualquer olho, ele exige uma vigilância constante sobre o que é mostrado e o que acontece com essa “visão” no mundo digital.

Apesar da utilidade, o recurso levanta preocupações sobre segurança. A Microsoft afirma que a privacidade e a confiança são primordiais e que os usuários têm controle sobre como suas conversas são usadas. As conversas são salvas por padrão por 18 meses, mas podem ser excluídas a qualquer momento. Arquivos compartilhados são armazenados com segurança por até 30 dias e depois excluídos, não sendo usados para treinar os modelos de IA.

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A Microsoft também se compromete a remover informações que possam identificar o usuário (nomes, telefones, e-mails, etc.) antes de treinar seus modelos. No entanto, uma revisão humana limitada de algumas conversas é necessária para fins de melhoria e segurança, não sendo possível desativar essa revisão se houver suspeita de violação do Código de Conduta.

Debates éticos e riscos gerais da inteligência artificial

Paralelamente, a evolução da IA tem gerado debates sobre a privacidade dos dados, com o desafio de compreender como serão utilizados e o risco de manipulação ou roubo. Há preocupações éticas sobre a propriedade dos dados, pois modelos de IA são alimentados com informações que podem incluir dados privados ou protegidos por direitos autorais sem consentimento.

A técnica de “data scraping” ou “web crawling” permite a extração automatizada de conteúdo de sites, muitas vezes sem respeitar as políticas de privacidade, o que pode levar à violação de direitos autorais e privacidade. Além disso, já foram relatados no passado problemas de segurança em computadores com Windows 10 e 11 que permitiriam acesso não autorizado a arquivos, aumentando o risco de crimes cibernéticos, embora essa tenha sido uma vulnerabilidade geral do Windows e não especificamente do Copilot.

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