quinta-feira, 04 de junho de 2026
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Brasil

Ministério da Justiça lista os 216 criminosos mais procurados do país

Site expõe os alvos prioritários de cada estado e estimula denúncias anônimas da população, além de criar uma base operacional no Rio de Janeiro.

Por Redação | Atualizado em: 09/12/2025 13:05
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O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou ontem (8) uma ferramenta para auxiliar no combate ao crime organizado: o site gov.br/captura, que torna pública a lista oficial dos 216 foragidos mais procurados do Brasil. A iniciativa busca estimular a colaboração da população por meio de denúncias anônimas.

A lista não foi elaborada de forma aleatória, segundo a pasta. A seleção foi baseada em uma criteriosa matriz de risco, que considerou fatores como a gravidade dos crimes cometidos, a comprovada vinculação com facções criminosas, a existência de múltiplos mandados de prisão e a atuação interestadual dos foragidos.

“A implementação da lista representa um esforço conjunto entre as esferas federal e estadual para aprimorar a segurança pública e combater de forma mais eficaz as organizações criminosas no Brasil”, afirmou o ministério.

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A plataforma funciona como um mural digital nacional de procurados, permitindo não apenas o intercâmbio de informações entre as polícias estaduais, mas também convocando o cidadão a ser um aliado. Denúncias que possam levar à localização dos criminosos podem ser feitas de forma anônima e segura pelos canais 190 (Polícia Militar) e 197 (Polícia Civil).

Rio de Janeiro será base operacional

O site faz parte do “Programa Captura”, uma ação nacional focada na prisão de criminosos considerados estratégicos para as facções. Como parte dessa estratégia, o ministério anunciou que irá instalar uma célula operacional do programa no estado do Rio de Janeiro.

A escolha não é por acaso. “A medida responde à constatação de que criminosos de diferentes regiões do Brasil frequentemente se ocultam em áreas do estado fluminense”, explica a pasta. Com a nova estrutura, o objetivo é dar apoio direto às polícias locais e garantir mais agilidade na troca de informações para localizar e prender os foragidos que usam o Rio como esconderijo.

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