terça-feira, 18 de agosto de 2026
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Brasil

Morre aos 98 anos Laura Cardoso, ícone da dramaturgia brasileira

Com uma carreira construída ao longo de décadas e personagens que permaneceram na memória do público, Laura Cardoso deixa um dos mais importantes legados da história da dramaturgia brasileira.

Por Jenifer Oliveira | Atualizado em: 18/08/2026 09:39
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A atriz Laura Cardoso, um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira, morreu aos 98 anos, em São Paulo. A morte foi confirmada nesta terça-feira (18) por meio do perfil oficial da artista no Instagram.

“Nossa grande estrela se despediu de nós. Laura Cardoso estará para sempre em nossos corações. Obrigada por tudo, nossa amada e eterna Laura Cardoso”, informou a publicação.

O velório começou às 8h e segue até as 14h, na Funeral Home, localizada na Rua São Carlos do Pinhal, 376, no bairro Bela Vista, na capital paulista.

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Laura Cardoso faria 99 anos em setembro. Ao longo de uma carreira que atravessou gerações, a atriz interpretou mais de 60 personagens na televisão, além de trabalhos no cinema e no teatro.

Entre os papéis que marcaram sua trajetória estão dona Izaura, de Mulheres de Areia; Guiomar, de A Viagem; e Sinhana Coragem, de Irmãos Coragem.

As últimas participações de Laura Cardoso na televisão ocorreram quando ela já tinha 90 anos. A atriz interpretou dona Sinhá, em Sol Nascente, e Caetana de Souza, em O Outro Lado do Paraíso.

Carreira premiada

A trajetória de Laura Cardoso foi reconhecida com importantes prêmios da televisão, do cinema e do teatro.

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No cinema, a atriz recebeu o Grande Otelo de Melhor Atriz Coadjuvante em três ocasiões, por seus trabalhos em Copacabana (2002), O Outro Lado da Rua (2005) e De Onde Eu Te Vejo (2017).

Laura também recebeu o prêmio APCA, da Associação Paulista de Críticos de Arte, cinco vezes.

Na televisão, foi premiada como Melhor Atriz por Os Apóstolos de Judas (1977) e Irmãos Coragem (1995). No cinema, recebeu o prêmio de Melhor Atriz por Através da Janela (2001).

A atriz também foi homenageada duas vezes com o Troféu Imprensa de Melhor Atriz, por suas atuações em A Noite Eterna (1963) e Moulin Rouge, a Vida de Tolouse-Lautrec (1964).

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Artistas lamentam morte de Laura Cardoso

A morte da atriz provocou manifestações de carinho e reconhecimento de diversos nomes da dramaturgia brasileira nas redes sociais.

O ator Miguel Falabella publicou uma foto ao lado de Laura e destacou a dimensão de seu talento.

“Laura era gigante, compulsiva e tinha um talento que não cabia em seu corpo pequeno”, escreveu.

Ary Fontoura também prestou homenagem à colega, a quem chamou de “amiga querida” e “companheira de tantas caminhadas”.

“Essa luz, esse sorriso e esse brilho jamais serão esquecidas.”

Com uma carreira construída ao longo de décadas e personagens que permaneceram na memória do público, Laura Cardoso deixa um dos mais importantes legados da história da dramaturgia brasileira.

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Escrito por

Jenifer Oliveira

Jenifer Oliveira é editora do Portal Visão Oeste. Jornalista formada pela Universidade Nove de Julho, atua na imprensa regional desde 2016. Com expertise em jornalismo digital, acumula experiências na redação e edição de texto, reportagem e assessoria de imprensa e comunicação.
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