sexta-feira, 17 de julho de 2026
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Cidades

Morre Claudio Magrão, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco

LUTO | Movimento sindical perde um de seus líderes históricos.

Por Jenifer Oliveira | Atualizado em: 02/06/2026 15:15 Siga-nos no Google News
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O movimento sindical brasileiro perdeu nesta terça-feira (2) uma de suas lideranças mais conhecidas. Claudio Magrão de Camargo Crê, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região e da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo, morreu aos 74 anos. A informação foi confirmada pela entidade sindical em nota. A causa da morte não foi divulgada.

No comunicado, o Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região classificou a morte de Magrão como uma “perda irreparável para toda a categoria metalúrgica”, destacando sua trajetória de dedicação à defesa dos direitos dos trabalhadores. “Magrão é um símbolo de luta, compromisso e dedicação à defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou a entidade.

Décadas de atuação sindical

A história de Claudio Magrão com o movimento sindical começou ainda nos anos 1960. Segundo o sindicato, ele iniciou sua trajetória profissional na Brown Boveri, em 1966, e aprofundou sua militância na Cobrasma a partir de 1978.

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Poucos anos depois, em 1981, ingressou na diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região. Entre 1987 e 1997, ocupou a presidência da entidade, período marcado por mobilizações que ficaram registradas na história da categoria, como as campanhas “Fora Collor”, “Sossega Leão” e a chamada “Greve Andorinha”.

Ao lembrar sua atuação, a entidade destacou que Magrão construiu “uma história marcada pela coragem, solidariedade e firmeza na luta por melhores condições de trabalho, salários dignos e justiça social”.

Atuação estadual e nacional

Após deixar a presidência do sindicato, Magrão assumiu papel de destaque na Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo, entidade que presidiu a partir de 1997 e onde continuou exercendo funções de direção ao longo dos anos.

Ele também esteve entre os fundadores da Força Sindical, uma das principais centrais sindicais do país.

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Outro marco de sua trajetória foi a coordenação de programas de formação e qualificação profissional entre 1992 e 2000. Segundo o sindicato, as iniciativas contribuíram para capacitar milhares de trabalhadores e dirigentes sindicais em diversas regiões do estado.

A atuação de Magrão também ultrapassou os limites do movimento sindical. Entre 2003 e 2007, exerceu mandato como Claudio Magrão de Camargo Crê na Câmara dos Deputados, levando para Brasília pautas ligadas aos trabalhadores, à indústria nacional e ao desenvolvimento social.

Homenagens e manifestações de pesar

A morte do dirigente sindical provocou manifestações de pesar de entidades representativas e lideranças do movimento dos trabalhadores.

Em nota, o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, destacou a importância de Magrão para a categoria metalúrgica e para o sindicalismo brasileiro. “Líder sindical histórico, Magrão deixa um legado de muitas lutas e conquistas para a categoria metalúrgica, para a classe trabalhadora e para o movimento sindical brasileiro”, afirmou.

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Miguel Torres também ressaltou a atuação do dirigente durante sua passagem pelo Congresso Nacional e lembrou sua participação em campanhas trabalhistas e salariais ao longo das últimas décadas. “Magrão fará, com certeza, muita falta para todos nós, na organização das atuais e futuras lutas em defesa dos direitos da classe trabalhadora”, declarou.

Legado

Ao comunicar o falecimento, a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região manifestou solidariedade à esposa Angela, aos dois filhos, familiares, amigos e integrantes da categoria.

A entidade destacou que o legado construído por Claudio Magrão continuará presente na história do sindicalismo da região e na memória dos trabalhadores que acompanharam sua atuação ao longo de mais de 40 anos.

“O legado de Claudio Magrão permanecerá vivo na memória e na luta de cada trabalhador e trabalhadora que teve sua vida transformada por sua atuação incansável”, concluiu o sindicato.

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Magrão deixa uma trajetória marcada pela participação em movimentos sindicais, pela atuação política e pela defesa de pautas trabalhistas que influenciaram gerações de metalúrgicos em Osasco, na Grande São Paulo e em todo o estado.

Escrito por

Jenifer Oliveira

Jenifer Oliveira é editora do Portal Visão Oeste. Jornalista formada pela Universidade Nove de Julho, atua na imprensa regional desde 2016. Com expertise em jornalismo digital, acumula experiências na redação e edição de texto, reportagem e assessoria de imprensa e comunicação.
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