Motorista admite que armou sequestro e falsa bomba no Rodoanel
Dener Laurito dos Santos admitiu em depoimento nesta quarta-feira (19) que armou a situação que paralisou a rodovia por cinco horas; em nota ao Visão Oeste, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que ele será indiciado por falsa comunicação de crime.

A investigação sobre o bloqueio do Rodoanel Mário Covas, ocorrido na semana passada, teve uma mudança de rumo nesta quarta-feira (19). O motorista da carreta, Dener Laurito dos Santos, de 52 anos, admitiu em depoimento à Polícia Civil que simulou o sequestro e a ameaça de bomba que paralisaram a rodovia por mais de cinco horas.
A confissão ocorreu em um depoimento na delegacia de Taboão da Serra nesta quarta-feira (19). Segundo os investigadores, Dener foi confrontado com diversas inconsistências em seu relato e, diante dos questionamentos, admitiu ter simulado toda a situação. Ele afirmou que se amarrou sozinho e que ele mesmo produziu o falso artefato explosivo.
Uma imagem de câmera de segurança, que mostra o motorista jogando uma pedra em seu próprio caminhão, foi uma das provas que contradisseram sua versão inicial de um “ataque”. Além disso, o depoimento do motorista de um carro, que relatou ter sido fechado pela carreta antes do bloqueio, também levantou suspeitas, pois ele não presenciou nenhuma ação criminosa.
Em nota ao Visão Oeste, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou o indiciamento. “O homem foi indiciado por falsa comunicação de crime, conforme o artigo 340 do Código Penal, após confessar em depoimento que ele próprio produziu o simulacro de bomba”, informou a pasta.
As investigações continuam para o completo esclarecimento dos fatos. A pena para falsa comunicação de crime é de um a seis meses de detenção ou multa.
Relembre
Na manhã do dia 12 de novembro, Dener paralisou o Rodoanel por mais de cinco horas ao atravessar sua carreta no km 44. A ação causou filas quilométricas de congestionamento, impactando o fluxo de veículos também nas principais rodovias da região.
Impacto da ocorrência / Artesp
Inicialmente, ele alegou ter sido sequestrado por criminosos que o amarraram a explosivos. A cena de seu resgate, quando ele desmaia ao ser retirado da cabine pelo GATE, gerou forte comoção. Na ocasião, a Polícia Militar descartou a hipótese de surto psicótico ao constatar que ele estava amarrado, tratando o caso como um possível crime de sequestro até a confissão de hoje.