Motorista de aplicativo vira réu por crimes sexuais contra adolescentes em Alphaville
Homem é acusado de violação sexual mediante fraude e posse de pornografia infantil, com pelo menos cinco vítimas na região nobre.
A Justiça aceitou denúncia contra um motorista de aplicativo acusado de cometer crimes de natureza sexual contra adolescentes na região de Alphaville, área nobre localizada entre Barueri e Santana de Parnaíba. Com a decisão, o homem se tornou réu e responderá por uma série de delitos graves envolvendo pelo menos cinco vítimas menores de idade.
A denúncia foi oferecida pela promotora Renata Fuga, da 4ª Promotoria de Justiça de Santana de Parnaíba, e lista crimes como violação sexual mediante fraude, exploração sexual de adolescente, falsidade ideológica, oferta de bebida alcoólica a menor, corrupção e constrangimento de pessoa menor de 18 anos, além de posse de material pornográfico infantil.
O acusado também foi enquadrado por violação ao Código de Trânsito Brasileiro, por permitir que as vítimas, mesmo sem habilitação, conduzissem seu veículo.
Modus operandi do criminoso
Segundo as investigações da Promotoria, o motorista prestava serviços particulares de transporte a diversos adolescentes da região, tendo transportado dezenas deles ao longo do tempo. Após estabelecer um vínculo de confiança com pais e vítimas, ele começava a iniciar conversas de teor íntimo durante as corridas.
O homem enviava vídeos pornográficos aos jovens e solicitava imagens dos próprios adolescentes. Além disso, tocava nos corpos das vítimas e intermediava encontros sexuais entre elas, levando-as a locais diferentes daqueles informados aos pais.
Medidas cautelares
Junto com a aceitação da denúncia, o Poder Judiciário impôs medidas cautelares ao réu. Ele está proibido de se ausentar da comarca sem prévia autorização judicial e de manter qualquer tipo de contato com uma das vítimas e testemunhas do caso.
O acusado também deve comparecer mensalmente em Juízo para comprovar que está cumprindo as determinações.
O caso expõe a vulnerabilidade de adolescentes que utilizam serviços de transporte particular e reforça a importância da supervisão parental e denúncia de comportamentos suspeitos.