Mulher é acusada pelos filhos de dopar o marido para ficar com aposentadoria de R$ 23 mil
Uma mulher de 53 anos é acusada pelos próprios filhos de dopar, agredir e manter em cárcere privado o marido, um servidor aposentado do Banco Central.

Uma mulher de 53 anos é acusada pelos próprios filhos de dopar, agredir e manter em cárcere privado o marido, um servidor aposentado do Banco Central, de 49 anos, para ficar com a aposentadoria dele. De acordo com a denúncia, ela queria controlar a aposentadoria do companheiro, com vencimentos de aproximadamente R$ 23 mil.
O caso aconteceu em Águas Claras, no Distrito Federal, e foi exposto após uma ambulância do SAMU e viatura da Polícia Militar serem acionadas para socorrê-lo. Na delegacia, os filhos da mulher e enteados do analista afirmaram que ele era agredido pela parceira e era obrigado a tomar medicamentos, inclusive alguns utilizados para castração química.
Os filhos de Maruzia das Graças Rodrigues descobriram a situação em que o padrasto vivia ao visitá-lo. Eles esperaram o momento em que a mãe foi internada para se submeter a uma cirurgia plástica para ir até o apartamento onde o casal vive. O homem, que foi apesentado por invalidez em 2019, devido ao diagnóstico de alienação mental, foi encontrado debilitado, sem conseguir falar ou andar.
Foram encontrados vários frascos de Retrovil e remédios usados para castração química / Fotos: Reprodução
Uma das filhas afirmou que teria encontrado ao menos 13 frascos de Retrovil no imóvel, muitos deles vazios. “Quando a equipe do Samu chegou ao apartamento, constatou que uma superdosagem medicamentosa havia sido ministrada. Temos a suspeita de que ele tenha sido obrigado a tomar dezenas de pílulas em um curto período de tempo. Sem falar os remédios usados para a castração química”, contou a filha da acusada, ao “Metrópoles”.
“A situação do meu padrasto é tão cruel e humilhante que ele escreveu em uma folha de papel uma espécie de lista de desejos”, continuou, mencionando uma lista escrita a caneta com itens simples, como roupas, meias, cuecas, fones de ouvido e aparelho celular.
Ainda de acordo com o “Metrópoles”, uma empregada doméstica que trabalhou no apartamento do casal disse ter presenciado as agressões e já prestou depoimento. Ela afirma que chegou a ver manchas de sangue nas roupas de cama e no chão do apartamento. Foram anexados fotos e vídeos na denúncia, que é investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal.
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